“O pagamento pela terra nos preocupa”, disse Silva Junior, durante evento da Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo. “A demarcação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul não é uma questão de propriedade privada, mas sim uma questão de soberania nacional.”
Ele disse que a região sul do estado, foco da discussão, é uma das áreas mais produtivas do país e abriga em seu subsolo grande parte do Aqüífero Guarani, uma das maiores reservas de água potável do mundo.
O presidente da Famasul reconhece que, em alguns casos específicos, há necessidade de ampliação de terras indígenas, e garante que a federação está disposta a discutir uma solução para isso. Porém, afirmou que essa solução passa por uma mudança na política indigenista do país.
“Os índios precisam de saúde e educação. Só terra não vai resolver”, disse. “Os índios têm uma taxa de natalidade sete vezes maior do que o restante da população. Você amplia a terra deles hoje e daqui a um tempo eles estão precisando de mais”.
A secretária do Desenvolvimento Agrário de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina da Costa Dias, também afirmou que, mais do que a ampliação de territórios, os índios do estado precisam de saúde e incentivo à produção. Ela defendeu, no entanto, o pagamento pelas propriedades demarcadas como reservas indígenas. “A demarcação é possível desde que a área seja comprada dos produtores.”
Procurada para comentar as declarações de Tereza Cristina e Silva Junior, a Funai não se manifestou até o momento. (Agência Brasil)
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