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Reinaldo Azambuja alerta para saída de empresas brasileiras ao Paraguai e defende mudanças econômicas

Pré-candidato ao Senado afirmou que o Brasil precisa enfrentar a alta carga tributária e a insegurança jurídica para reter investimentos

João Gabriel Vilalba
Capital News

Divulgação

Ex-governador e pré-candidato ao Senado alerta para saída de empresas brasileiras ao Paraguai

Ex-governador e pré-candidato ao Senado alerta para saída de empresas brasileiras ao Paraguai

O avanço das empresas brasileiras para o Paraguai tem acendido um sinal de alerta sobre a competitividade da economia nacional. Enquanto Mato Grosso do Sul se destaca pelo crescimento econômico e pela atração de investimentos, especialmente desde a gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja, países vizinhos têm ampliado a capacidade de atrair indústrias brasileiras.

Segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, mais de 223 indústrias brasileiras já operam no país sob o regime da Lei de Maquila, o que representa 69% das 332 indústrias estrangeiras registradas no território paraguaio. A Argentina também tem recebido investimentos de empresas brasileiras.

O alerta foi feito pelo ex-governador e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, que participou, no último sábado, da Convenção Nacional do PL, evento que lançou o nome do senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República.

"A Convenção deu a largada para a mudança. É preciso virar a página da história do Brasil e construir um novo capítulo, com trabalho, responsabilidade e compromisso com o futuro. Flávio Bolsonaro representa esse projeto de renovação que muitos brasileiros desejam ver crescer. Juntos, seguimos em frente por um Brasil mais forte, próspero e unido", afirmou.

De acordo com dados do Sebrae, o fechamento de empresas no Brasil cresceu 15,8%, totalizando 741 mil CNPJs encerrados, dos quais 75% eram de microempreendedores individuais (MEIs) e 18% de microempresas. O volume de encerramentos formais superou os níveis observados em anos anteriores, especialmente nos setores do comércio, serviços e indústria.

Enquanto isso, o Paraguai tem se consolidado como destino de centenas de empresas brasileiras. A Lei de Maquila, criada em 1997, permite que indústrias instaladas no país importem insumos sem o pagamento de impostos e exportem produtos com tributação de apenas 1% sobre o valor agregado, reduzindo significativamente os custos operacionais.

O Paraguai registrou crescimento econômico de 6,6% em 2025, enquanto o Brasil apresentou crescimento de 2,3%. Para 2026, a expectativa é de crescimento de 4,2% para a economia paraguaia, ao passo que as projeções brasileiras permanecem mais modestas. Além disso, o Brasil figura entre os países com menor competitividade tributária para investimentos, segundo o Global Tax Competitiveness Index.

Nos últimos anos, o aumento da carga tributária, somado à insegurança jurídica e aos desafios relacionados à segurança pública, tem sido apontado como um dos fatores que contribuem para a migração de empresas brasileiras para países vizinhos. Atualmente, o Paraguai adota uma alíquota de 10% de imposto sobre a renda das pessoas jurídicas e 10% de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), índices inferiores aos praticados no Brasil.

"Milhares de empresas do comércio, dos serviços e da indústria fecharam definitivamente suas portas por não suportarem as pesadas cargas tributárias e a insegurança de investir no Brasil. O governo precisa agir para impedir essa debandada, que coloca a nação em risco economicamente, ameaçando o emprego e a renda das famílias", alertou Reinaldo Azambuja.

O ex-governador também destacou a importância do Senado Federal na formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e social do país.

"Ali, no Senado, será o palco da tomada de medidas capazes de proporcionar políticas de bem-estar para as famílias, tanto na área de emprego e renda, como na saúde, educação e infraestrutura", concluiu.

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