O preço do leite pago ao produtor do Mato Grosso do Sul finaliza o mês de maio com média de R$ 0,754 o litro, mantendo a trajetória positiva verificada nos últimos meses, como mostram os números do Conselho Paritário Produtor/Indústria de Leite do Estado (Conseleite/MS).
O valor de referência de maio é o maior dos últimos dois anos, além de superar em 1,14% o preço praticado em abril deste ano, quando o litro de leite apresentou média de R$ 0,7455/l. Os números foram disponibilizados no Informativo Casa Rural de Bovinocultura de Leite, elaborado pela Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul).
O preço projetado para este mês contabiliza valorização de 12,6% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o leite era negociado a R$ 0,6694.
Segundo a Famasul, dois motivos estão associados a este forte aumento dos preços do setor. O primeiro é a concorrência entre os laticínios diante da redução de oferta e a segunda causa é o crescimento das cotações do leite em pó no mercado externo.
Entretanto, os preços ainda estão abaixo do nível ideal para superar os custos de produção e também são inferiores aos valores praticados em outros Estados.
O programa Leite Legal, desenvolvido pelo Senar em parceria com o Sebrae Nacional, tem como objetivo melhorar a qualidade do leite produzido no Brasil, seguindo as orientações da instrução normativa 62, que aumenta os prazos e limites de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS).
Já o Programa Leite Forte, desenvolvido pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), visa promover o incremento na produção e da qualidade do leite de forma sustentável em todo o Estado.
O Informativo Casa Rural traz também os números da Secretaria do Comércio Exterior (Secex) e mostra que em abril deste ano o Brasil importou 9,1 mil toneladas de leite em pó, manteiga e queijos, com alta de 6,5% em relação ao mês anterior, quando as compras internacionais totalizaram 8 mil toneladas. Para Adriana, a elevação na aquisição de produtos lácteos de outros países pode ser explicada pela retração na produção brasileira.
Neste sábado, 1º de junho, será comemorado o Dia Mundial do Leite, data criada como forma de estimular o consumo e divulgar os benefícios do leite.
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