Campo Grande 00:00:00 Sábado, 27 de Junho de 2026


Rural Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013, 11:02 - A | A

Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013, 11h:02 - A | A

Preço de ração e seca reduziram rebanho em 2012

Gabriel Kabad - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O aumento do preço de insumos, como milho e soja, que afetou a produção de ração animal, e a forte seca que assolou o País, em especial as regiões Norte e Nordeste, prejudicaram o desenvolvimento da pecuária nacional no ano passado. É o que revela a pesquisa Produção da Pecuária Municipal divulgada hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contou a Agência Brasil.

Houve queda em praticamente todos os portes de rebanhos brasileiros. Os asininos e os muares apresentaram as maiores reduções (7,4% e 3,8%, respectivamente) entre os de grande porte. A menor queda nesse segmento ocorreu entre os bovinos de corte e de leite (-0,7%), que são os grandes personagens da pecuária nacional.

Já nos rebanhos de médio porte, as maiores quedas foram observadas em caprinos (-7,9%) e em ovinos (-5%), enquanto a menor redução (-1,3%) foi vista no efetivo de suínos. Entre os rebanhos de menor porte, coelhos tiveram a maior queda (-12,4%). O efetivo de galinhas caiu 1,4%, e o de galos, frangas, frangos e pintos experimentaram redução de 1,9%.

A exceção foi o efetivo de codornas, que mostrou expansão de 5,6%, estando concentrado, principalmente, em São Paulo, que responde por 51,1% do total. A valorização de 27% no preço dos ovos de codorna tornou a atividade mais atrativa. Em consequência, a produção cresceu 9,4%.

Centro-Oeste

O engenheiro disse que a variação de queda foi menor entre os bovinos, porque os fatores que influenciaram a pecuária geral, em 2012, afetam menos os animais de grande porte que estão mais concentrados no Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil, regiões nas quais as pastagens sofreram menos. O efetivo de bovinos somou, em dezembro do ano passado, 211,279 milhões de cabeças, levando o Brasil a ocupar o segundo lugar no ranking mundial, atrás da Índia, cuja criação de mais de 200 milhões de bois e búfalos, diferentemente da brasileira, não tem fins comerciais.

Por regiões, a Norte foi a única a apresentar aumento do plantel bovino (1,3%), puxado pelos desempenhos do Pará, com expansão de 1,9%, Acre (3,3%) e Tocantins (0,7%). As maiores variações relativas foram observadas, porém, no Amapá (12%) e em Roraima (5,4%), mas esses estados têm pouca representatividade nacional, segundo a pesquisa. A maior queda do efetivo de bovinos foi registrada no Nordeste (-4,5%), com destaque para as retrações de 28,6%, 24,2% e 18,1%, apuradas, respectivamente, na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.

Corumbá e Ribas

Os maiores efetivos de bovinos foram encontrados, em 2012, nos estados de Mato Grosso (13,6%), Minas Gerais (11,3%), Goiás (10,4%), Mato Grosso do Sul (10,2%) e do Pará (8,8%). Em conjunto, essas participações representaram 54,4% do efetivo nacional, no ano passado. Em termos de municípios, a liderança foi exercida por São Félix do Xingu, no Pará; Corumbá e Ribas do Rio Pardo, ambos no Mato Grosso do Sul.
 

• • • • • 
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS