Em média o sojicultor de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 71,38 em setembro pela saca de soja, com leve alta de 0,18% em relação ao que era cotado no mês. Houve uma retratação nominal de 1,44%, no mesmo período em 2015.
De acordo com a assessoria, o analista econômico do Sistema Famasul, Luiz Eliezer Gama, explica que um dos motivos para a estabilidade do preço da soja é a comercialização lenta. “Dentro do mês de setembro, houve um crescimento de apenas 1,07 ponto percentual do volume comercializado nesta safra. O produtor está muito focado no plantio da oleaginosa e não está olhando tanto para o mercado”, avalia.
Para os próximos meses a expectativa ainda é de relativa estabilidade. “Os Estados Unidos terão produção recorde, o que poderá influenciar os preços no mercado brasileiro. Conforme a colheita americana avança, a projeção é de que os preços se mantenham em torno de R$ 70 em Mato Grosso do Sul, mas vai depender também do movimento da taxa de câmbio”, evidencia Luiz Eliezer.
Já a saca de milho encerrou o mês de setembro negociada em média a R$ 32,13, com alta de 0,59%. Comparado com setembro de 2015, houve alta de 37,3%. O analista econômico do Sistema Famasul explica que o aumento das exportações resultou na escassez do mercado interno. “Com a valorização do dólar, o milho ficou muito competitivo, o que ocasionou a aceleração das exportações”, afirma. No acumulado de janeiro a setembro deste ano em relação ao ano passado, houve crescimento de 37,14% no volume exportado.
Em Mato Grosso do Sul teve quebra da safra do milho em mais de 30%. A ideia era colher mais de 9 milhões de toneladas, os números atuais se mantêm em 5,9 milhões.
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