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Rural Terça-feira, 04 de Novembro de 2008, 16:36 - A | A

Terça-feira, 04 de Novembro de 2008, 16h:36 - A | A

Pequenos e médios frigoríficos agonizam com a crise

Da redação (LM)

Os pequenos e médios frigoríficos, responsáveis pelo consumo interno de carne bovina da Capital e municípios do interior de Mato Grosso do Sul, são os maiores prejudicados na atual fase da crise da carne que assola o setor neste segundo semestre de 2008. Eles são responsáveis também pela maioria dos mais de 2 mil processos trabalhistas gerados pelo setor até agora.
A avaliação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Campo Grande, Rinaldo de Souza Salomão, que pede o empenho das autoridades, principalmente os governos federal e estadual, para aliviar temporariamente o peso tributário e outros débitos que esse segmento precisa recolher aos cofres públicos.

Preocupado com essa situação de Mato Grosso do Sul, onde centenas de trabalhadores estão desempregados, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação e Afins (CNTA), Artur Bueno de Camargo, veio a Campo Grande para conversar com lideranças sindicais sobre o problema.

Depois de inteirar-se inclusive sobre a situação de alguns frigoríficos que estão tentando a todo custo retornar ao mercado, Arthur Bueno concluiu que os governos (federal e estadual) devem ajudá-los, inclusive renegociando dívidas, se necessário. “Os governos precisam intervir e ajudar de fato os frigoríficos a retornarem às suas atividades”, comentou o presidente da CNTA.
Rinaldo Salomão explicou que os pequenos e médios frigoríficos não estão conseguindo competir com os grandes, voltados para exportação, porque eles (os grandes) não se importam em pagar caro pela arroba do boi para vender para fora. O sindicalista questionou até a possibilidade de se estabelecer quotas de oferta de gado para abastecer o mercado interno e externo num período como esse, de crise.

“O consumidor está sendo o maior prejudicado pois está tendo que pagar caro pelo quilo da carne que deverá subir ainda mais até o final do ano”, comentou Rinaldo. Ele disse que a oferta de gado ainda é pequena. Tanto que alguns frigoríficos do Estado, com capacidade para abater 16 mil cabeças/mês, estão abatendo hoje apenas 5 mil/mês. (Assessoria)
 

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