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Rural Terça-feira, 30 de Agosto de 2011, 13:56 - A | A

Terça-feira, 30 de Agosto de 2011, 13h:56 - A | A

Pecuaristas do Pantanal querem adiamento de dívidas bancárias

Priscilla Peres - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Produtores rurais da região do Pantanal decidiram pedir o adiamento das dívidas com instituições bancárias, com o objetivo de minimizar os impactos das perdas trazidas pela cheia desde ano.

A proposta dos produtores é que adiar o pagamento das parcelas de crédito com vencimento este ano para o final do contrato. Esta decisão foi tomada durante reunião de pecuaristas com representantes da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), e já foi encaminhada para a Secretaria de Produção e Turismo (Seprotur) e ainda será encaminhada para as instituições financeiras do setor em Mato Grosso do Sul.

A situação dos pecuaristas pantaneiros se agravou com o período de seca e frio logo após o período chuvoso. Algumas propriedades já registram perdas que ultrapassam 10% do rebanho.

O período de chuva, que normalmente ocorre de novembro a março, concentrou-se no final de fevereiro e início de março. O destempero do clima - que por se dar no período da colheita ocasionou perdas expressivas também para a agricultura no Estado – dificultou a retirada do gado das áreas alagadiças.

O pico da cheia de 2011 chegou a 5,62 metros, registrados no rio Paraguai na régua colocada no município de Ladário. Foi a terceira maior cheia desde 1995, quando o rio atingiu 6,56 metros. Depois desse período, segundo a Embrapa, o Pantanal iniciou um longo ciclo de seca, com inundações abaixo de 5 metros. A maior cheia na região ocorreu em 1988, chegando a 6,64 metros.

Depois de perder gado afogado, os pecuaristas enfrentam agora a dificuldade de alimentar o rebanho, pois o Pantanal entrou novamente em período de estiagem e, se o calendário climático seguir o curso normal, as chuvas chegarão apenas em novembro. Ou seja, os animais retirados para as partes mais altas estão fracos e padecendo de fome.

As perdas, que a princípio podem ser consideradas individuais, somam para uma condição que preocupa os pecuaristas em âmbito nacional: a redução do rebanho brasileiro. Mato Grosso do Sul chegou a registrar 24 milhões de cabeças em 2004, hoje tem menos de 20 milhões segundo dados do IBGE. Segundo dados da Embrapa Pantanal, os municípios pantaneiros de Corumbá, Coxim, Rio Verde, Aquidauana, Miranda e Porto Murtinho concentram um rebanho de 2,4 milhões de cabeças. (Com informações da assessoria)
 

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