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Rural Terça-feira, 20 de Setembro de 2011, 10:24 - A | A

Terça-feira, 20 de Setembro de 2011, 10h:24 - A | A

Para governador, fronteira internacional não está vulnerável e gado do Paraguai “só passa se voar”

Valdelice Bonifácio e Wendell Reis - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Na avaliação do governador André Puccinelli (PMDB), as fronteiras de Mato Grosso do Sul não estão vulneráveis à entrada de gado paraguaio, pois a vigilância no local está sendo reforçada.

“A fronteira já não estava vulnerável e muito menos agora”, disse agora há pouco ao participar de evento na Governadoria.

O Paraguai confirmou a incidência de febre aftosa em bovinos de uma propriedade rural no Departamento de San Pedro.

Na fazenda, o vírus da doença foi constado em 13 bovinos, mas todo o rebanho (mais de 800 cabeças) deve ser sacrificado.

San Pedro não faz fronteira com Mato Grosso do Sul. Contudo, está a uma distância de apenas 150 quilômetros do território sul-mato-grossense. Fato que acendeu o alerta entre autoridades sanitárias e ruralistas as região de fronteira.

Conforme o governador, este é um momento que não se pode admitir saída de gado do território brasileiro para o Paraguai e muito menos a entrada de bovinos do País vizinho.

Ontem à tarde, em entrevista à imprensa da Capital, a secretária de Produção e Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa, admitiu preocupação com a ação de contraventores que trazem clandestinamente gado paraguaio para o Estado.

“É uma distância relativamente curta para se fazer com um caminhão”, avaliou a secretária.

Mas, o governador André Puccinelli cita que a vigilância na fronteira foi reforçada.

Ele cita que estão no local agentes da Polícia Federal, Força Nacional. DOF (Departamento de Operação da Fronteira), Polícia Civil, Polícia Militar e Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul).

Ao todo, são 44 unidades de vigilância fixa e volantes que fazem segurança na fronteira. “Estão entrando para o gado não entrar e nem sair. Só passa se voar”, considerou o governador.

Ontem, o governo brasileiro baixou medida proibindo a importação de carne e subprodutos de origem animal do Paraguai. O governo também determinou as barreiras sanitárias sejam intensificadas nas regiões de fronteira.

Em MS, a doença foi detectada pela última vez em 2005 na região de Japorã. Em março deste ano, o MAPA (Ministério do Abastecimento, Agricultura e Pecuária) reconheceu os municípios daquela região como livres de aftosa com vacinação.

Exportações bloqueadas

Também ontem, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, através do decreto nº 7.302, declarou estado de emergência na região de San Pedro e suspendeu a venda externa de carne paraguaia pelos próximos 60 dias.

A carne bovina é o segundo item da pauta de exportações do Paraguai perdendo apenas para a soja.

Com a paralisação nas exportações de carne, a economia prejuízo estimado em US$ 300 milhões.

A carne do Paraguai é destinada principalmente a mercados como Chile, Israel, Rússia e outros países de Europa.

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