Atualmente, Mato Grosso do Sul ocupa a segunda posição em plantação anual de seringueiras, ficando atrás somente do Estado de São Paulo.
A expectativa é de que o Estado chegue a um milhão de hectares até 2030. De acordo com o diretor da Cautex Florestal, Getúlio Ferreira, o mercado internacional já mostra sinais negativos de produção, em algumas situações.
Entre 2013 e 2014, MS será o Estado brasileiro que mais plantará seringueiras. Atualmente, o Brasil produz somente 30% da demanda atual de seringueiras e importar 70%.
Em Jaraguari - MS, já acontece o Programa Mais Floresta, proporciona palestras e workshops de incentivo ao cultivo de eucaliptos e seringueiras. Segundo o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar/MS, Clodoaldo Martins, esta é uma boa oportunidade de o Brasil ser menos dependente do mercado internacional, considerando MS possui solo e clima favoráveis para o plantio.
“Atualmente a demanda mundial ultrapassa a produção, numa perspectiva de crescimento de 2 a 2,5% por ano, o que favorece o cenário em desenvolvimento no Brasil”, ressalta Getúlio Ferreira. Ele diz que é possível cultivar seringueira em praticamente todo o MS, e afirma que a região leste do Estado, por exemplo, é de grande potencial, além de estar próxima ao noroeste de São Paulo.
Além de fazer com que o Brasil se torne menos dependente da borracha estrangeira, o setor proporciona um aumento do número de empregos no País e principalmente, no MS, que pode gerar cerca de 340 empregos diretos e 100 indiretos - por município, segundo o diretor da Cautex.
Para isso, o Senar/MS junto a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul – Famasul e sindicatos rurais do Estado realizam o Programa Mais Floresta, orientando e incentivando produtores rurais de diversos municípios, a aproveitarem a oportunidade de mercado, geração de renda e movimentação da econômica local e nacional.
O Programa tem o apoio do Painel Florestal, Cautex Florestal, Banco do Brasil, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul-BRDE, Reflore MS, Sebrae/MS, Sociedade Brasileira de Agrossilvicultura-SBAG e Universidade Federal da Grande Dourados-UFGD.
Durante todo o dia, os participantes recebem informações sobre linhas de financiamento para o setor florestal, mercado da borracha natural e rentabilidade da cultura da seringueira, além de oficinas sobre manejo do seringal.
Dentre os temas abordados, também estão rentabilidade da atividade pecuária com eucalipto e o mercado regional deste segmento. Para mais informações sobre o Programa, acesse: www.senarms.org.br.
Com informações da Sato Comunicacões
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