A vacinação é obrigatória de mamando a caducando, ou seja, animais em todas as faixas etárias devem ser imunizados. Desde 2008, o Planalto e o Pantanal apresentam status livre de febre aftosa com vacinação, de acordo com a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Em 2011, a região de Fronteira também obteve esta condição.
O reconhecimento do status é resultado do trabalho realizado pelos pecuaristas do Estado, com a orientação da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A classificação da OIE abre portas para o mercado internacional.
A abertura simbólica da vacinação contra a febre aftosa aconteceu nesta quarta-feira (30), na sede da Embrapa-Gado de Corte. A iniciativa tem o objetivo de fortalecer o trabalho realizado pela Iagro.
O calendário de vacinação é diferenciado para as três regiões de Mato Grosso do Sul. Na região da Fronteira o procedimento começou no dia 1º de abril e vai até o dia 15 de maio. No Planalto, a vacinação vai do dia 1º a 31 de maio. No Pantanal são duas etapas: a de maio, que inicia também no dia 1º e vai até o dia 15 de junho, e a etapa de novembro, que compreende entre 1º de novembro e 15 de dezembro. O produtor pantaneiro pode optar por vacinar em um dos dois períodos estabelecidos.
A etapa lançada hoje na Embrapa Gado de Corte se refere ao início da Campanha da região do Planalto e do Pantanal.
O calendário é diferenciado por determinação da Agência, resultado de estudos epidemiológicos das diferentes regiões produtoras. A mudança na vacinação da aftosa para todo o rebanho do Planalto, passando de novembro para maio, ocorreu em 2012, atendendo demanda dos produtores defendida pela Famasul, por ser este o período mais adequado para reunir e vacinar o rebanho das propriedades.
A vacinação contra febre aftosa é obrigatória no Brasil e o produtor que não realizar o procedimento de imunização receberá um auto de infração e multa e terá sua ficha sanitária bloqueada na Iagro, com isso ele não poderá transportar ou comercializar o animal.
Dados econômicos
De acordo com o Departamento Econômico do Sistema Famasul, Mato Grosso do Sul registrou em 2013 o segundo maior volume de abates bovinos do Brasil, um total de 4,12 milhões de bovinos, com representatividade de 12% no cenário nacional. O rebanho de MS soma 21,5 milhões de cabeças, o quarto maior do país.
O Estado também se destaca nas exportações. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre março de 2013 e março de 2014, os embarques internacionais de carne bovina in natura somaram 157 mil toneladas, o que representa aproximadamente 12% das negociações dos frigoríficos brasileiros que, no mesmo intervalo, embarcaram 1,324 milhão de toneladas.
Calendário de vacinação de Mato Grosso do Sul
Fronteira: de 1º de abril até 15 de maio
Planalto: de 1º a 31 de maio
Pantanal: o produtor opta por vacinar no período de 1º de maio a 15 de junho ou de 1º novembro a 15 de dezembro
A região de Fronteira, denominada como Zona de Alta Vigilância (ZAV), possui 4% do rebanho estadual e é o território vizinho à Bolívia e ao Paraguai, composto por 13 municípios: Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Corumbá, Japorã, Ladário, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho e Sete Quedas.
O Pantanal, com 14% do rebanho, é composto pelas áreas inundáveis de Corumbá, Ladário e em parte dos municípios de Coxim, Miranda, Aquidauana, Porto Murtinho e Rio Verde de Mato Grosso.
Com 82% dos bovinos e bubalinos de MS, o Planalto é formado pelos demais municípios fora das regiões citadas, onde não há inundação nos períodos chuvosos.
Fonte: Acrissul
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