Em meio a um cenário nacional de juros elevados, que comprimem o poder de compra das famílias e dificultam o crescimento de pequenas, médias e grandes empresas, o municipalismo surge como uma alternativa para impulsionar o desenvolvimento econômico do país. A avaliação é do ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado Federal, Reinaldo Azambuja, que defende a descentralização dos recursos públicos como instrumento de fortalecimento dos municípios.
Segundo dados apresentados por Azambuja, o Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul saltou de R$ 78,9 bilhões, em 2014, para R$ 155 bilhões ao fim de sua gestão. A projeção para 2026 é de R$ 245,6 bilhões, com crescimento real estimado em 5,3%, índice superior à média nacional. O agronegócio sul-mato-grossense registrou crescimento de 18,6% em 2025, enquanto o cooperativismo já representa 18,2% do PIB estadual, estando presente em 97% dos municípios do Estado.
"O municipalismo é uma solução de verdade para o país voltar a crescer. O Governo Federal precisa destinar a maior parte dos recursos que arrecada para os municípios, porque é nas cidades que as pessoas vivem, trabalham e precisam de infraestrutura para crescer e se desenvolver. Não adianta concentrar tudo em Brasília e deixar as prefeituras de pires na mão", afirmou Reinaldo.
Na avaliação do ex-governador, a política municipalista adotada durante sua gestão resultou em investimentos expressivos em diferentes áreas. Segundo ele, foram mais de R$ 8 bilhões destinados à infraestrutura, por meio do programa "Obra Inacabada Zero", que eliminou o passivo de construções paralisadas no Estado. Mato Grosso do Sul também recebeu mais de 1.300 quilômetros de rodovias pavimentadas e investimentos de R$ 1,58 bilhão em habitação, beneficiando mais de 30 mil famílias.
Na educação, Azambuja destacou que Mato Grosso do Sul passou a pagar os melhores salários do país aos professores da rede estadual e investiu mais de R$ 500 milhões na reforma e ampliação de 347 escolas estaduais distribuídas pelos 79 municípios. Desse total, 133 unidades foram adaptadas ao modelo de ensino em tempo integral, política que o ex-governador defende para todo o país.
Na área da saúde, a regionalização dos serviços é apontada como um dos principais avanços de sua gestão. A implantação de hospitais em municípios estratégicos reduziu a necessidade de deslocamento de pacientes para Campo Grande. Além disso, a Caravana da Saúde realizou mais de 70 mil cirurgias, segundo dados apresentados pelo pré-candidato ao Senado.
Reinaldo Azambuja defende ainda uma reorganização do pacto federativo, com maior participação dos municípios na distribuição dos recursos arrecadados pela União.
"O Governo Federal precisa investir menos em Brasília, reduzir drasticamente o número de ministérios, destinar mais recursos aos 5.569 municípios brasileiros e criar uma política nacional específica para os municípios de fronteira. O Senado tem um papel fundamental nessa luta", concluiu.
Conhecedor da realidade dos 79 municípios sul-mato-grossenses, o ex-governador reforçou que o municipalismo — conceito baseado na descentralização dos investimentos públicos e no fortalecimento das administrações locais — deve ser uma das pautas prioritárias do Senado Federal para promover desenvolvimento econômico e melhorar a qualidade de vida da população.
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