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Rural Terça-feira, 10 de Julho de 2012, 07:05 - A | A

Terça-feira, 10 de Julho de 2012, 07h:05 - A | A

Mato Grosso do Sul chega a R$ 2,6 bi em 18% a mais de recursos de plano safra 2012/2013

Lúcio Borges - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Os produtores de Mato Grosso do Sul tiveram nesta segunda-feira (9) uma boa notícia para o planejamento da safra 2012/2013, onde o Estado terá um aumento de 18%, em recursos do Plano Safra 2012/13. O montante passará de R$ 2,25 bilhões para R$ 2,66 bilhões, por meio do Banco do Brasil. O anúncio que foi feito ontem em Campo Grande aponta ainda que o aumento em percentual é superior ao anunciado para todo o País, pois significa acréscimo de 12,5% em relação à safra passada.

“O total liberado em Mato Grosso do Sul para o agronegócio cresceu cerca de 35% na safra 2011/2012. Isso representa um grande salto no Estado e justifica um aumento substancial de recursos a cada ano”, afirma Fábio Euzébio, superintendente do Banco do Brasil no Estado.

A secretária de Produção e Turismo (Seprotur), Tereza Cristina comentou que com o anúncio do plano no início da safra é um ganho para o Estado. “O que acontece é um alinhamento entre as instituições financeiras e o produtor rural, que tem, no início da safra, os recursos que precisa para investir de forma mais efetiva”, disse.

Agricultura Familiar terá aumento maior

Os recursos destinados ao Programa de Agricultura Familiar (Pronaf) são de R$ 139,5 milhões, o que representa um incremento de 20% em relação à safra passada que destinou aos pequenos produtores o montante de R$ 115,9 milhões. Outra medida foi a ampliação do teto de contratação que saiu de R$ 50 mil para R$ 80 mil. A taxa anual de juros caiu 0,5%, calculada entre 1,5% a 4%, sendo que no ano anterior a taxa chegava a 4,5%. As associações e cooperativas que se enquadram no Pronaf também foram beneficiadas com o novo plano. O limite de financiamento, antes de R$ 10 milhões, salta para R$ 30 milhões.

O banco anunciou ainda queda na taxa de juros nas contratações de financiamentos ligadas ao Programa de Agricultura de Baixo Carbono destinado a projetos de recuperação de pastagem e de produção agrícola sustentável. Com teto de 1 milhão de financiamento, as linhas, que na safra anterior tinham taxas de até 5,5%, hoje chegam a 5%.

“A contratação de linhas do ABC cresce e isso é visível com o aumento de pólos de silvicultura no Estado. É a prova da nossa preocupação com a sustentabilidade”, aponta Ademar Silva Junior, presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS (Senar/MS).

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