O pesquisar Marcos Vinícius Silva, da Embrapa Gado de Leite, falou nesta sexta-feira (26), sobre o uso de marcadores moleculares genéticos, no Auditório Wilson Barbosa Martins, no parque Laucídio Coelho. Silva recebeu este ano o Honor Awards do USDA, maior honra do departamento de agricultura norte-americano.
Apesar de complexa, a explanação sobre o conteúdo fluiu de forma natural. “Eu acho que esse é o desafio. Tem que explicar aos produtores até que se torne simples. Há algumas décadas, você falava com pecuaristas sobre transferência de embrião ou fertilização in-vitro e isso era estranho. Hoje é muito comum”, afirma Silva.
A pesquisa deve evoluir de tal maneira que, em um futuro próximo, poderá se descobrir, por exemplo, se um animal mais resistente à febre aftosa deverá receber os 10 ml da vacina ou só 5 ml.
Para iniciar o banco de dados referente ao DNA bovino, a dificuldade foi justamente coletar material. “O Brasil fez sua tarefa de casa quanto ao crescimento. O que faltava era seleção para características reprodutivas”, afirma Pablo Paiva, gerente de produto da Pfizer Saúde Animal. A empresa teve que buscar pecuaristas que já agregavam esses valores à sua produção para coletar as informações necessárias para o lançamento dos marcadores genéticos como prestação de serviço. “A importância da genética animal é que, se você erra um programa, erra por três ou quatro anos, então tem que ser mais preciso”, ressalta Paiva. “Eu não quero dizer que existe milagre. O que existe é uma metodologia que funciona quando bem aplicada, conclui o pesquisador. (Com informações Rural Centro)
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