A alta nos preços dos insumos agropecuários acumulou 3,29% entre os meses de janeiro e abril deste ano, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgado na quinta-feira (18). O aumento nos custos impacta diretamente a renda de quem produz.
Conforme o site Agro Olhar, o avanço dos preços nos primeiros quatro meses do ano refletem o avanço dos insumos tanto para a cadeia agrícola (3,20%) quanto para a pecuária (3,44%). Essa expansão foi atrelada principalmente ao setor de combustíveis, cuja renda cresceu 13,48% no quadrimestre, quando comparada ao mesmo período do ano anterior.
Nas rações, a alta nos preços de mercado (6,18%, no comparativo dos primeiros quatro meses de 2013 com o mesmo período de 2012), teve reflexos sobre os volumes produzidos que, no período, recuaram 6,26%. Este cenário fez com que a renda da atividade tenha se mantido praticamente estável, com queda modesta de 0,47% na comparação entre quadrimestres (2013/2012).
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), de janeiro a março de 2013, a procura por rações para bovinos de corte manteve estabilidade em relação ao primeiro trimestre do ano passado, mesmo com oferta superior de bois e maior abate de matrizes que não emprenharam. Para o ano, a expectativa dessa entidade é que o confinamento de 3,4 milhões de cabeças gere incremento de 4% na demanda por rações.
O consumo para a bovinocultura leiteira cresceu 3%, quando comparado ao primeiro trimestre de 2012, mas retrocedeu quase 20% em relação ao último trimestre do ano. Ainda assim, para 2013, a projeção é de crescimento de 4,9%.
Para a avicultura, maior consumidora de rações, a previsão é de aumento de 2,1% em relação aos 31,1 milhões de toneladas produzidas no ano passado.
Na comparação entre os quadrimestres, o grupo de adubos e fertilizantes seguiu em movimento de queda. A ligeira redução na produção, de 0,06%, associada ao menor patamar de preços (redução de 3,24%), explicam o faturamento 3,3% inferior ao obtido no mesmo período de 2012.
Mesmo em baixa, as cotações dos fertilizantes ganharam ritmo a partir de fevereiro. Segundo estimativas da Conab, a área cultivada com grãos no Brasil poderá crescer 4,6%, aquecendo a comercialização de fertilizantes e corretivos do solo, em especial, no segundo semestre — época em que se dão as compras de grande volume do insumo.
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