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Rural Terça-feira, 17 de Junho de 2014, 17:58 - A | A

Terça-feira, 17 de Junho de 2014, 17h:58 - A | A

Inflação agropecuária cai e preços tendem a se equilibrar

Da Redação (MC)

Após três meses consecutivos em alta, a inflação agropecuária no atacado teve recuo de 3,6% em junho, pressionada por fatores distintos. De acordo com informações da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), representantes do setor avaliam que é cedo para apostar em um movimento de baixa, a ponto de afetar o produtor, mas especialistas já trabalham com a possibilidade de deflação no grupo Alimentação do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) até o final do mês.

Estabilização de estoques no mercado externo, aumento da oferta, diminuição na demanda e sazonalidade são algumas das razões para o resultado, medido através do Índice de Preços por Atacado com origem de produção agropecuária (IPA Agro), pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador faz parte do Índice Geral de Preços balizado para dez dias úteis no mês (IGP-10), divulgado nesta segunda-feira(16).

"Essas oscilações não nos preocupam muito, é um movimento esperado. À medida que novas safras vão entrando, todas aquelas culturas prejudicadas no início do ano por problemas climáticos apresentam recuo nos preços. Daqui para frente pode haver reduções, mas acredito em um equilíbrio nos valores", avalia o chefe do departamento econômico da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Cláudio Brisolara.

O economista da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), Flávio Godas, confirma a queda nos preços como um fator sazonal.

"Normalmente, os produtos sobem no primeiro trimestre e caem no segundo. As condições climáticas em que estamos, com temperatura amena, é positiva para a produção e a demanda nas hortaliças e legumes, por exemplo, recua. Acredito até que os preços devam seguir em queda, a menos que haja algum evento de clima irregular, como fortes geadas", comenta.

Ainda de acordo com a CNA, o desempenho dos valores nos próximos meses também vai depender da safra norte-americana. "Os estoques internacionais estão estabelecidos e a oferta vem crescendo, mesmo que devagar. Para o produtor brasileiro, essa baixa não é positiva pois pode levar à redução nos níveis de plantio e o consumidor só sentirá os reflexos no final da safra, mas tudo isso vai depender dos resultados do hemisfério norte, que sempre recaem aqui", diz a economista da FGV, especialista em agronegócios, Ignês Vidigal.


 

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