Em 2009, mais de mil famílias do Assentamento Santo Antônio, no município de Itaquiraí, a 402 quilômetros de Campo Grande, receberam do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) lotes de terras sorteadas, na época, pelo próprio Instituto.
Com o tempo, o INCRA passou a perceber anormalidades e começou a vistoriar cada família que li morava. “Fizemos um levantamento no assentamento e constatamos irregularidade em mais de 400 famílias, onde encaminhamos para cada uma um documento alegando problemas e solicitando o quanto antes a regularização, 200 famílias regularizaram, só faltando 39, justo as que serão despejadas ainda esta semana pela policia militar” – declarou assessoria de imprensa do INCRA ao conversar com a reportagem do Capital News.
Já o presidente, Geraldo Teixeira, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul (Fetagri), afirma que não há desvios e que o INCRA não pode despejar as famílias. “ Muitos ali, dependem desta terra para sobreviver. Acho desumano o que o INCRA está fazendo. Nós vamos defender com unhas e dentes”- afirmou Teixeira.
Além disso, o presidente da Fetagri acrescentou durante a entrevista com a reportagem do Capital News, que a entidade é contra aqueles que compram as áreas das pessoas que receberam os lotes. “Quem compra é por que tem dinheiro e se tem dinheiro não deve permanecer nesse programa que visa beneficiar colonos sem terra e sem condições de comprá-las”, explicou.
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