A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) revogou a portaria de número 2096, publicada no dia 24 de agosto, a qual regulamenta o controle da lotação de gado em áreas de pasto de Mato Grosso do Sul. A portaria estabelecia como parâmetro para verificação do serviço de inspeção da Agência o limite de três unidades animal por hectare em propriedades localizadas no Planaldo. No Pantanal, a quantidade estabelecida como média de verificação pelo serviço de defesa era de 1,5 unidades animal por hectare de pastagem. Cada unidade animal corresponde a 450 quilos de boi vivo.
No dia 30 de agosto a Acrissul manifestou seu descontentamento com a medida.
O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, dirigiu na manhã do dia 30 de agosto à secretária da Seprotur, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, o descontentamento do setor pecuário com a norma que limitou a 1,5 animal por hectare na região do Planalto, e a 3 animais por hectare, na região do Pantanal. A medida deverá entrar em vigor no dia 1º de setembro. A associação quer a revogação da norma.
A norma obedeceria à Lei Estadual 3.823/2009, que considera a necessidade de informação ao serviço oficial de defesa sanitária (Iagro-MS), sobre a concentração de animais por área de pastagens das propriedades rurais do Estado. O descumprimento gera advertências, multas e outras penalidades. Para Maia, a medida é altamente contra-producente. "É um atentado à moderna pecuária que o Mato Grosso do Sul exercita", realçou.
Para o presidente da Acrissul, a limitação de uso das pastagens em animal por hectare é algo que vai contra todo o progresso que a pecuária sofreu no Estado. "Tem produtor que investiu, que renovou pastagens, substituiu a gramínea, adubou, fez correção, calagem, curva de nível, terraceamento, tudo para melhor o nível de produtividade, já que em Mato Grosso do Sul a taxa de lotação média não chega a um animal por hectare", destaca. Mas quem investiu consegue por 3, 10, até 20 animais por hectare, quando consideramos o caso de agropecuaristas que praticam integração lavoura-pecuária.
Segundo Maia, o Estado só tem a perder se insistir em manter esses índices de lotação. "Matematicamente não haveria espaço suficiente para manter o rebanho atual do tamanho que está", compara. Para ele, o produtor já faz o dever de casa, aplicando técnicas e tecnologias para conservar o meio ambiente e proporcionar o bem-estar animal. (Fonte: Acrissul)
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