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Rural Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009, 09:12 - A | A

Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009, 09h:12 - A | A

Governo anuncia menor desmatamento em 21 anos

Nadia Nadalon- www.capitalnews.com.br

O governo anunciou nesta quinta-feira (12), a menor taxa anual de desmatamento na floresta amazônica desde 1988, quando a medição começou a ser feita. Segundo os dados divulgados, entre agosto de 2008 e julho de 2009, foram desmatados 7.008 km2, uma redução de 45% em comparação com o período de 2007.

Os dados da redução foram divulgados em um momento de indefinições na área ambiental, já que o Planalto não sabe o que fazer diante do impasse entre ruralistas e ambientalistas na discussão de mudanças e ajustes no Código Florestal, de 1965 e o país discute as metas que irá levar a conferência do clima de Copenhague.

Um evento de duas horas e meia foi armado e inflado pela Presidência para o anúncio da queda da derrubada. Lula e Dilma discursaram, foram entregues títulos de regularização fundiária e anunciadas parcerias com prefeituras e Estados.

O presidente Lula e a Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef participaram do evento. Segundo ela, que se apresentou como coordenadora do Plano de Prevenção e Controle do desmatamento, a queda é algo para ficar muito orgulhoso.

Os dados divulgados ontem, são do sistema Prodes, que dá a taxa oficial. Porém eles são parciais e serão reajustados até março de 2010.

O governo atribuiu a queda principalmente a operações de repressão a madeireiras, grileiros de terra e ao avanço da pecuária ilegal. O Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc disse que isso foi obtido muito na pancada. “Noventa por cento é resultado da repressão”, afirmou.

Um item não mencionado foi o refluxo do agronegócio por conta da crise econômica. “O número é baixo, mas é preciso citar a pressão da sociedade contra o desmatamento e a mais grave crise econômica. A região amazônica é saída para a exportação de soja, carne, madeira”, disse Paulo Adário, da direção da ONG Greenpeace.

O diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Gilberto Câmara, disse que a crise tem um papel, mas não é única responsável. Segundo ele, será difícil um desmatamento abaixo de 7.000 km2 no ano eleitoral de 2010.

A promessa do governo é também focar o cerrado, nova fronteira agrícola do país e onde o ritmo de desmate (legal e ilegal) tem ocorrido a uma média de 21 mil km2 ao ano. (com informações da Folha de São Paulo)

 

Por: Nadia Nadalon-estagiária (www.capitalnews.com.br)


 

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