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Rural Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011, 16:12 - A | A

Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011, 16h:12 - A | A

Febre Aftosa no Paraguai acende alerta sobre entrada de gado clandestino no território de MS

Valdelice Bonifácio - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O governo de Mato Grosso do Sul já está tomando providências para proteger o território sul-mato-grossense da entrada da febre aftosa. 

Hoje, o governo paraguaio confirmou oficialmente a existência de foco da doença em bovinos de uma propriedade rural onde há 800 cabeças de gado, no Departamento de San Pedro.

San Pedro não faz fronteira com Mato Grosso do Sul. Porém, faz divisa com o Departamento de Amambay, que está na fronteira com municípios de MS como Iguatemi.

Assim, o território sul-mato-grossense está a uma distância de 150 quilômetros de San Pedro.

No início desta tarde, ao conceder entrevista à TV Morena, a secretária estadual de Produção e Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa, admitiu preocupação com os contraventores de gado que podem tentar trazer animais para o Brasil.

“É uma distância relativamente curta para se fazer com um caminhão”, avaliou a secretária.

Ela revelou que será feito trabalho de prevenção junto aos ruralistas que mantém criação de gado na fronteira.

Segundo Tereza Cristina, a proteção da região está sendo feita com apoio do Exército que está patrulhando a fronteira.

Conforme a secretária, o governo brasileiro deverá oferecer apoio ao Paraguai. A ideia é enviar vacinas e ajudar na logística doando veículos. “Mas, tudo depende do Paraguai querer”, explicou a secretária.

Mato Grosso do Sul possui cerca de 22 milhões de cabeças de gado.

A região da fronteira onde o governo instalou a chamada ZAV (Zona de Alta Vigilância) passou a ser considerada área livre de aftosa com vacinação em março de 2011.

A constatação da doença no Paraguai foi tema de reunião hoje na sede da SFA (Superintendência Federal da Agricultura).

O superintendente do órgão Orlando Baez e Tereza Cristina discutiram o assunto com representantes da classe ruralista de MS.

“Todas as ações de sanidade animal na fronteira serão intensificadas”, garante Baez.

Assim como Tereza Cristina, ele também vê a ação dos contraventores de gado como um risco para a sanidade em MS. “O que nos resta é intensificar a fiscalização”, comenta.

O superintendente relata que o governo federal já investiu neste ano cerca de R$ 16 milhões em ações de defesa sanitária animal na fronteira.

Amanhã, Baez e Tereza Cristina participarão de reunião no Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) em Brasília para discutir o assunto.

Emergência

Conforme o site paraguaio ABC Digital, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, através do decreto nº 7.302, declarou estado de emergência na região de San Pedro.

A febre aftosa foi constatada em 13 cabeças de gado, no fim de semana. Todo o rebanho da fazenda, um total de 800 cabeças, deverá ser sacrificado.

O governo paraguaio também suspendeu por 60 dias a venda externa de carne.

O produto é o segundo item da pauta de exportações do Paraguai perdendo apenas para a soja.

Com a paralisação nas exportações de carne, a economia prejuízo estimado em US$ 300 milhões.

A carne do Paraguai é destinada principalmente a mercados como Chile, Israel, Rússia e outros países de Europa.

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