A Famasul acusa o Campo Oeste, que fica na saída para Terenos, por estelionato, crime contra a paz pública (formação de quadrilha ou bando) e falsidade ideológica. O advogado da federação, Gervásio de Oliveira Júnior, em reunião com os produtores lesados, diz que “pudemos saber quem negociava e os responsáveis pelas assinaturas dos cheques”, explicando que em uma mesma instituição financeira, 171 cheques do Campo Oeste foram sustados, alegando desacordo comercial.
“Hoje, a maioria das vezes que o pecuarista vende seu rebanho, ele entrega o produto e depois de 30 dias o frigorífico paga. O pagamento raramente é antecipado ou mesmo à vista. Estranha-me o fato de um único banco, acostumado com este acordo comercial, ter sustado esse volume de cheques, porque o produto não foi entregue e não ter suspeitado de nada”, comentou o advogado.
O diretor-presidente da Famasul, Dácio Queiroz, e o superintendente da entidade, Marcelo Amaral, acompanharam o assessor jurídico que protocolizou a ação na delegacia da Polícia Civil, com a delegada e coordenadora do departamento de Polícia Especializada, Sidnéia Tobias e com o diretor Marcos Betoni.
“Há diversas situações como essas, de frigoríficos que usam laranjas para dar golpes, mas esses casos não vieram à tona ainda. Se não forem tomadas atitudes severas, os produtores e também o Estado podem perder muito com isso”, afirma a delegada que garantiu que a ação vai ser despachada no prazo máximo de dois dias.
A pena máxima para os três crimes somam 13 anos de reclusão. Os acusados pela entidade são: Sebastião Silva dos Santos, Mário Antonio Guizlini, Anastácio Candia Filho, José Luiz da Rocha, Alberto Pedro da Silva e Alberto Pedro da Silva Filho.
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.
