Diante das crises internacionais na Europa, Estados Unidos e China - grandes compradores de commodities agrícolas do Brasil – ‘Cautela’ é a palavra de ordem para a agropecuária em 2012. A avaliação é da presidência da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul).
A recomendação para o ano de 2012 é de precaução com investimentos, busca por informação e mais atenção no gerenciamento do negócio. Conforme a assessoria do órgão, a China, que crescia 9% ao ano, chegou a apenas 7,5%, o que certamente gera uma diminuição no poder de compra.
Na avaliação da presidência, segundo a assessoria, o ano de 2011 foi de consolidação dos produtos da agropecuária em Mato Grosso do Sul. A crescente industrialização estimulou a prestação de serviços, contratação de mão-de-obra e maior movimentação no comércio. Na agricultura, mesmo diante de problemas como o excesso de chuvas no início da colheita da safra, Mato Grosso do Sul teve resultados expressivos e tem se destacado em segmentos como o sucroenergético e na silvicultura.
Ainda de acordo com a assessoria da Famasul, a principal expectativa do setor no estado é uma maior agilidade nas decisões relativas à segurança jurídica das terras, o que poderá trazer mais tranqüilidade para produção interna, mais investidores e, ainda, garantir sustentabilidade econômica.
A presidência analisa que o debate sobre o Código Florestal caminha para um resultado que deve reduzir as inseguranças e incertezas, com definições claras e bases legais para o uso dos recursos naturais.
Já na pecuária, o ano foi de conquistas relevantes, como a adoção da E-GTA, mas o setor ainda segue com grandes desafios. Ainda existem, conforme a assessoria, alguns problemas crônicos - como o custo de produção, que subiu consideravelmente. O produtor não conseguiu fazer mais investimentos porque não teve receita pra isso. A pecuária é uma atividade com retorno de longo prazo, portanto, precisa de planejamento.
PIB - Para a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a pecuária será a principal responsável pelo aumento do Produto Interno Bruto (PIB) no setor do agronegócio em 2012, que deve chegar a 7,6, segundo projeções do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Para garantir esse resultado, a presidência da Famasul aponta o incentivo na recuperação de pastagem, citando iniciativas como o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), desenvolvido em parceria com a Embaixada Britânica, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Embrapa e o Banco do Brasil, que a partir de 31 de janeiro entra na segunda fase. Esta será composta pela realização de cursos de capacitação, os quais auxiliarão o produtor na implementação de tecnologias que garantam eficiência em suas propriedades.
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