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Rural Terça-feira, 19 de Agosto de 2014, 18:43 - A | A

Terça-feira, 19 de Agosto de 2014, 18h:43 - A | A

Embrapa lança nota sobre terras pantaneiras

Luciana Recio - Capital News (www.capitalnews.com.br)

No último dia 14, a Embrapa Pantanal, apresentou uma nota técnica com uma proposta de alternativa para a substituição de paisagens nativas por pastagens cultivadas nas terras pantaneiras.

A nota técnica elaborada a pedido do Instituto do Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (IMASUL) para subsidiar a legislação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no Pantanal sul-mato-grossense, tomando como base as exigências feitas pelo Código Florestal.

Estudos que compõem a nota técnica consideraram dados sobre a economia e a ecologia da região para definir as porcentagens de supressão vegetal permitidas para o cultivo de pastagens nos diferentes tipos de paisagem do bioma. Segundo dados da nota, estes foram os limites definidos para a substituição de paisagens nativas no Pantanal, de forma a conservar a sustentabilidade ecológica da região.

De acordo com o documento, o Pantanal possui, atualmente, menos de 15% da área desmatada. Segundo a chefe-geral da Embrapa Pantanal, Emiko Resende, porcentagens de supressão superiores àquelas definidas pela nota técnica podem comprometer a sustentabilidade ecológica do bioma e, portanto, contrariar as exigências do Artigo 10 do Código Florestal.

Emiko Resende cita ainda a diversificação das atividades econômicas como alternativa para a manutenção da pecuária pantaneira. “Produzir as madeiras das cercas na própria propriedade, por exemplo – que é o que a Embrapa já está buscando através do Projeto Biomas no Pantanal, financiado pela Confederação Nacional de Agricultura (CNA) no Brasil – é uma forma de reduzir, em parte, os custos operacionais do sistema”, afirma Emiko.

Uma das alternativas de diversificação citadas pela chefe-geral, foi o turismo ecológico, bem como a monetarização dos serviços de preservação ambiental. “É possível fazer com que a sociedade pague pelas ações de conservação, agregando valores à biodiversidade pantaneira e mantendo a vegetação nativa – que é um patrimônio fantástico”.

Para Emiko Resende, as normas definidas pela nota técnica devem promover tanto a preservação quanto o desenvolvimento do bioma.

 

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