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Rural Sexta-feira, 16 de Agosto de 2013, 19:05 - A | A

Sexta-feira, 16 de Agosto de 2013, 19h:05 - A | A

Curso de manejo de pastagens irá capacitar profissionais do setor

Samira Ayub - (www.capitalnews.com.br)

Um dos fatores para a baixa produtividade da pecuária do Estado são as condições das pastagens de Mato Grosso do Sul que estão degradas. Para mudar esse cenário, aumentar o rendimento das pastagens e capacitar profissionais do setor, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS - Sistema Famasul), oferece, de 20 e 22 de agosto, no município de Rio Verde, o curso de Manejo de Pastagens.

O zootecnista e instrutor do Senar/MS, Fabio Arguelo Biberg, enfatiza que a manutenção do solo é feita através de uma adubação de cobertura, ou seja, a correção e a adubação das pastagens do solo. Biberg explica que há tipos de plantas forrageiras para os solos fracos, médios e de alta produtividade. As forrageiras são gramíneas e leguminosas que servem de alimento para os animais.

Para o manejo das pastagens, o instrutor aponta três sistemas, o contínuo, que consiste em soltar os animais em uma grande área; o alternado, que faz o animal ficar entre uma área e outra e o rotacionado, cuja área tem certo número de piquetes em que os animais permanecem com dias preestabelecidos de pastejo e de descanso. “Não existe um sistema mais eficaz. O que vai pesar é a lotação da área. É preciso estar atento ao manejo. O segredo no controle de pastagens é a quantidade de animais por área, o ajuste de lotação, que deve ser de 0,8 a 1 cabeça por hectare”, relata.

O sistema contínuo é o mais utilizado pelos produtores rurais, por ser mais barato e de simples manejo. “Água e sal devem ser bem distribuídos. Um erro de manejo seria deixar água e sal isolados em apenas um canto da área. O animal deve ficar mais perto da área onde a comida está”. No sistema rotacionado, o manejo é mais simples. Em áreas menores, é mais fácil saber o que o animal vai comer. “O valor de investimento em pastagens vai variar dependendo do tipo de solo e da quantidade de adubo utilizado. A recuperação da cobertura por hectare pode variar de R$ 600 a R$ 2000”, complementa Biberg.

Além da utilização de forrageiras para cada tipo de solo e dos sistemas de pastagens, os participantes do curso também poderão adquirir conhecimentos sobre ecologia, pecuária, morfologia, fisiologia, cuidados na implantação das pastagens, adubação, calagem, gessagem, recuperação e renovação de pastagens. Biberg destaca que o aumento da lotação é um ponto positivo no manejo correto do solo. Com o manejo correto das pastagens, é possível aumentar em 100% a lotação da área. O curso de manejo de pastagens acontece no Sindicato Rural de Rio Verde, tem carga horária de 24h e limite de 15 participantes. Mais informações pelo: (67) 3292-1428.
 

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