O Ministério da Agricultura e as secretarias da Agricultura do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e de Mato Grosso do Sul reforçaram a vigilância e a fiscalização nas fronteiras para evitar que o foco de aftosa detectado no Paraguai se espalhe para o Brasil.
No esforço conjunto que decidiram fazer, os Estados montaram uma espécie de “mesa” para troca permanente de informações, por teleconferência.
As informações foram divulgadas pelo ministro Mendes Ribeiro Filho e pelos secretários dos três estados do Sul, em Porto Alegre, ao final de uma reunião na qual repassaram todas as medidas que tomaram individualmente desde que a doença foi confirmada no dia 18 de setembro.
Além de montarem barreiras sanitárias nas passagens de fronteira para evitar a propagação do vírus, as autoridades brasileiras estão preocupadas com o contrabando de animais.
O secretário da Agricultura de Santa Catarina, João Rodrigues, disse que o preço do gado caiu no Paraguai enquanto se mantém no Brasil.
Ele prevê que, diante dessa variação, as tentativas de desovar produto no lado de cá da fronteira tendem a aumentar.
Ao contrário de Santa Catarina, que tem pequena fronteira, poucos pontos de passagem e poucas fazendas de gado e também na região, o Rio Grande do Sul está mais vulnerável à entrada de gado paraguaio pelo nordeste argentino.
O secretário da Agricultura do Estado, Luiz Fernando Mainardi, revelou que 50 propriedades rurais da faixa de fronteira com histórico de aquisição de gado contrabandeado foram mapeadas.
Todas essas propriedades serão visitadas por técnicos do órgão, nos próximos dias, para recontagem e conferência dos animais.
O diretor do Departamento de Defesa Agropecuária, Eraldo Marques, disse que animais não cadastrados e sem origem oficial comprovada poderão ser abatidos.
(Com informações do Estadão)
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