Em 2012 o país deverá aumentar de 3 para 4 milhões de cabeças o número de bovinos terminados em confinamento. Crescimento de 10 vezes se comparado há dez anos, quando o Brasil confinava 400 mil cabeças.
Entre os pecuaristas, é consenso: boi que leva mais de três anos para engordar não dá dinheiro. Com a queda da arroba do boi gordo, desde dezembro de 2011, os custos se tornaram ainda mais elevados. Quanto maior o ciclo até o abate, mais demorado é o giro de capital dentro da porteira. Desta forma, o confinamento pode ser uma boa opção para encurtar o tempo até abate e aumentar a taxa de desfrute da pecuária de corte.
O confinamento também é rentável para a preservação da pastagem, para os pecuaristas que possuem pouca oferta. Mas, mesmo para quem tem pastagem reformada ou de boa qualidade, o confinamento de bovinos de corte pode auxiliar na engorda, porque o boi e ganha mais rapidamente o acabamento de carcaça que é um dos critérios exigidos pelos frigoríficos.
Pecuária de corte em MS
Segundo Secretária de Produção do Estado de Mato Grosso do Sul (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa Dias, “o pecuarista do Estado, de um modo geral, não tinha grandes dificuldades em terminar seu boi, pois as extensões de áreas de pastagens e até o clima, eram fatores favoráveis à atividade”.
A Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) projeta crescimento de 15% no confinamento de gado para o Mato Grosso do Sul. “O pecuarista deve ter atenção e usar o confinamento como uma ferramenta. Ela faz parte do negócio como um todo e o produtor rural deve aprender a utilizá-la”, afirma Tereza Cristina.
Confinar 2012
Juntamente à Assocon, a Seprotur apoia o evento Confinar 2012, cujo foco é atentar os pecuaristas para o aumento da demanda por produção de carne em um sistema intensivo de produção. O evento acontece dias 8 e 9 de junho em Campo Grande-MS. A Rural Centro informa que a programação prévia do evento dentre outras informações pode ser vista pelo site oficial – www.confinar.net.
(Matéria editada para acréscimo de informações)
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