Ministério da Agricultura , Pecuária e Abastecimento (Mapa) anuncia começo das vacinações contra febre aftosa em Mato Grosso do Sul nos municípios que fazem fronteira com Paraguai ou Bolívia. De acordo com a instituição, são aproximadamente 800 mil bois e búfalos distribuídos em cerca de 6 mil propriedades rurais.
O início oficial foi nesta sexta-feira (1º). São 45 dias de vacinação. Segundo o Mapa, 400 veterinários e auxiliares do serviço oficial percorrem a Zona de Alta Vigilância (ZAV) para imunizar os animais.
Para esta etapa da campanha, o Mapa afirma ter adotado inovações no processo de vacinação na ZAV. O Serviço Veterinário Oficial do Estado avalia as propriedades e identifica as que possuem estrutura para vacinar os animais independentemente. “Caberá aos fiscais estaduais a supervisão do trabalho dos responsáveis técnicos e da equipe contratada pelo proprietário da fazenda”, explica, conforme publicado no site do Mapa, Plínio Lopes, coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa) do ministério.
A ZAV foi implantada em fevereiro de 2008, época de surto da doença na região. A implementação foi proposta pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês), com a intenção de reduzir os riscos de difusão do vírus causador da febre aftosa entre Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia.
Em Mato Grosso do Sul, a zona abrange fazendas de Corumbá, Ladário, Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã e Mundo Novo, onde as ações de vigilância veterinária são reforçadas.
De acordo com o chefe do Serviço de Defesa Agropecuária de Mato Grosso do Sul (Sedesa), Elvio Cazola, os dois anos de vacinação praticada diretamente pelo estado habilitaram os fiscais para o trabalho. “A flexibilização é um sinal de que a medida está funcionando”, afirma, também via site do Mapa.
Em agosto, o Mapa encaminhou solicitação à OIE para a retomada da condição da ZAV como área livre de aftosa com vacinação e aguarda resposta.(editado às 10h35)
Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)
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