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Rural Sexta-feira, 13 de Setembro de 2013, 12:10 - A | A

Sexta-feira, 13 de Setembro de 2013, 12h:10 - A | A

Começa produção de soja no vizinho Mato Grosso

Gabriel Kabad - Capital News (www.capitalnews.com.br)

A falta de chuva não segura o ímpeto de muitos médios e grandes produtores mato-grossenses nesta temporada, com o iminente fim do período de vazio sanitário da soja. Em diversas regiões do estado, a aposta no plantio "no pó" é elevada nesta temporada, bem como o desrespeito ao vazio sanitário, fundamental para evitar a proliferação de pragas. Mas às margens das rodovias, máquinas já trabalham sem descanso, dia e noite, em um sem número de propriedades, muitas com irrigação, informou a edição desta sexta-feira (13) do jornal Valor Econômico.

Em algumas delas, enquanto o feijão é colhido, a soja é plantada; em outras, é verdade, o solo está sendo apenas corrigido para receber as sementes da oleaginosa. Quem iniciou ontem o plantio, alega que o pé de soja só emergirá depois do domingo (15), quando o vazio, que busca evitar a presença de plantas vivas entre 15 de junho e 15 de setembro, estará encerrado.

O descumprimento das regras do vazio sanitário prevê multa equivalente a 30 (Unidade de Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT), acrescido de 2 UPF/MT por hectare não destruído da planta. O valor da unidade para para setembro é R$ 101,88.

O vazio foi criado em 2006 para tentar conter a proliferação do fungo da ferrugem asiática no estado, e seu período é definido pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea).
Apesar de a safra ter começado com custos em alta, preços menores e margens menos folgadas, ainda que remuneradoras, a colheita tende a bater um novo recorde. Até o fim de agosto, as cotações do grão estavam mais baixas, mas o dólar subia em relação ao real.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ligado à federação da agricultura e pecuária do Estado (Famato), o custo de produção da soja transgênica nesta safra 2013/14 chega a R$ 2.432,70 por hectare, 27% maior que no ciclo anterior. As maiores altas foram percebidas em transporte (19%), defensivos (29%), fertilizantes (25%), sementes (33%) e assistência técnica (54%).
 

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