O Serviço de Inspeção Agrícola e Criação de Gado (Siag) da Rússia confirmou que está valendo a partir desta quarta-feira (2) a proibição de importações de carnes suína e bovina do Brasil, informou o site do jornal O Estado de S. Paulo. São dez frigoríficos com restrições, nove de carne bovina (seis da JBS, dois da Minerva e um da Marfrig) e um de carne suína, o Pamplona (Riosulense), em Santa Catarina, e estão proibidos de fornecer para o mercado da União Aduaneira (UA), formada por Rússia, Belarus e Cazaquistão.
A decisão foi tomada depois da inspeção realizada por veterinários russos em 18 empresas brasileiras. Foram constatados "descumprimentos generalizados e alguns particulares" das normas sanitárias da UA na maioria delas.
As inspeções teriam revelado a presença de ractopamina. Adicionada à ração, a ractopamina aumenta a massa muscular e faz com que os animais cresçam com menos gordura. Médicos acreditam que a substância pode provocar doenças, e por isso o aditivo é proibido em 80 países.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Rui Vargas, disse, por meio de comunicado, que "não há nada factual de violação sanitária - presença de qualquer resíduo - na carne suína brasileira exportada para a Rússia".
Segundo ele, a exigência do governo russo, no caso do frigorífico de carne suína suspenso na semana passada, é que um número maior de análises laboratoriais seja feito pelo serviço veterinário oficial brasileiro. Esse pedido por parte da Rússia já foi encaminhado ao governo, que está tomando providências, ressaltou Rui Vargas.
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