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Rural Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010, 19:07 - A | A

Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010, 19h:07 - A | A

CNA estimula ruralistas a investirem na plantação de florestas

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

A CNA (Confederação Nacional da Agricultura) sugere que seus filiados plantem árvores para complementar seu rendimento e contrabalançar as emissões de carbono, segundo um relatório divulgado nessa segunda-feira (6).
Parte do setor agrícola brasileiro tem sido criticado por seus concorrentes internacionais por supostamente ampliarem sua produção as custas da destruição das florestas nativas.

A confederação, que representa mais de 1 milhão de ruralistas, está investindo R$ 40 milhões em um estudo mais detalhado, que vai durar nove anos e deve resultar em propostas técnicas sobre como conciliar a proteção ambiental com a geração de renda.

A iniciativa pode sinalizar mudança de perspectiva para um setor que até recentemente custava a se adaptar à crescente demanda internacional por produtos "verdes".

Plantar e preservar árvores não só contribui com a recuperação de propriedades rurais devastadas, como também permite que os produtores agrícolas diversifiquem seus negócios e reduzam os riscos relacionados ao mercado, segundo o relatório do Projeto Biomas.

"Nossa meta é corrigir possíveis erros (cometidos pelos agricultores), educá-los e tornar a pesquisa sustentável (mais acessível)", disse a presidente da CNA, Kátia Abreu, antes de embarcar para o México, onde apresentará o projeto na conferência climática da ONU em Cancun.

"Nosso plano é estabelecer modelos adaptados para cada bioma, que possam servir de guia para que os fazendeiros adaptem suas propriedades, principalmente as médias e pequenas, que não têm dinheiro para contratar seus próprios consultores", disse a dirigente ruralista, que também é senadora (DEM-TO).

O estudo surge num momento de ferrenho debate no Congresso sobre o novo Código Florestal. Se aprovada, a nova lei anistiará fazendeiros multados por desmatamento excessivo, e pode reduzir a área de conservação exigida em cada propriedade rural.

Segundo a senadora, uma das principais defensoras do novo código, a alteração do modelo florestal seria uma grande contribuição em longo prazo para a sustentabilidade da agricultura brasileira.
O Brasil tem quase 5,2 milhões de propriedades rurais, a maioria delas pequenas. A Embrapa disse que já começou neste ano as pesquisas em dois biomas - Mata Atlântica e Cerrado - e que uma terceira pesquisa será lançada em 2011. (Fonte: Painel Florestal)

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