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Rural Segunda-feira, 23 de Março de 2015, 11:02 - A | A

Segunda-feira, 23 de Março de 2015, 11h:02 - A | A

CNA e Senar querem proteger mil nascentes em áreas rurais até o fim do ano

Taciane Peres - Capital News

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) lançaram no último domingo (22) o Programa Especial Proteção de Nascentes. A ideia é proteger, inicialmente, mil nascentes localizadas em áreas rurais do país até o fim deste ano. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lança o Programa Nacional de Proteção de Nascentes. A iniciativa faz parte das celebrações do Dia Mundial da Água.O evento ocorreu no Parque Olhos D’água, usado por moradores da Asa Norte para caminhadas, corridas e ciclismo, e localizado a poucos quilômetros da Esplanada dos Ministérios. Os técnicos aproveitaram para mostrar às pessoas a importância da conservação das nascentes.

Com informações da Agência Brasil, de acordo com o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, a primeira nascente do projeto foi protegida neste domingo 'Dia Mundial da Água', em uma região rural do Distrito Federal. Segundo ele, o processo é simples e inclui cinco passos: identificar a nascente, já que elas podem ser perenes ou temporárias, para que seja definido o melhor caminho para a sua proteção; cercar a nascente para impedir danos causados por animais, homens ou veículos; limpar a área, retirando materiais que possam contaminar ou obstruir o curso natural da água, como plástico, garrafas, restos de comida e plantas invasoras; controlar a erosão, impedindo que enxurradas soterrem a nascente ou que a exagerada compactação do solo impeça a infiltração da água; e replantar espécies nativas para garantir o sucesso da recuperação da área da nascente. “A água é um insumo básico na produção de alimentos e, portanto, o projeto tem como foco os produtores”, explicou. “Mas a responsabilidade de proteger nascentes é de todos, não só dos produtores”, destacou Bruno Lucchi.

Para o assessor técnico da CNA, Nelson Ananias Filho, a iniciativa resgata a obrigação de toda a população de conservar o berço das águas de forma orientada. Ele lembrou que as nascentes são protegidas por lei e são necessárias para garantir a sustentabilidade da atividade rural no Brasil. O Lago Paranoá foi palco de uma série de eventos como um abraço simbólico para o uso racional do local e de suas águas. “As nascentes têm um peso especial dentro das propriedades rurais, mas é preciso conscientizar e mostrar para as pessoas que elas não existem apenas na zona rural. Existem nascentes nas cidades, nas áreas urbanas, que também precisam ser protegidas”, destacou Nelson Ananias. O Dia Mundial da Água foi marcado por uma série de eventos no Distrito Federal neste fim de semana, como coletas de lixo jogados em área pública e um abraço simbólico no Lago Paranoá.

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