Coordenadores do projeto que visa implantar um laboratório de melhoramento genético animal, voltado para a pecuária de corte na MS-080, em Campo Grande, na saída para Rochedo, estiveram nesta quarta-feira (13), na Capital, para conversa com o governador em exercício Murilo Zauith.
Para a realização do projeto, será preciso mais de R$ 3,5 milhões em investimento fixo para a construção de quatro laboratórios com 250 metros quadrados, 30 piquetes para coleta de fêmeas e um centro de performance para mil animais. De acordo com o deputado estadual Aldo Dermachi (DEM-SP), que intermediou o encontro com o governador, “a intenção é abrir mercado para que técnicos de todo o Brasil venham desenvolver o melhoramento genético no laboratório de Mato Grosso do Sul”.
O projeto é encabeçado pela Universidade de São Paulo (USP). Segundo o doutor em zootecnia, Rodrigo Bertazzo, o laboratório será o único deste porte na América Latina. Ele explica que lá serão desenvolvidas desde fertilização in vitro até a clonagem, sem utilização de mão de obra terceirizada.
Rodrigo diz que a decisão por Campo Grande levou em consideração uma série de fatores, entre eles a posição privilegiada da cidade, que faz divisa com São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e países do Mercosul (Mercado Comum do Sul), possuir um aeroporto internacional e ser o segundo maior rebanho de fêmeas do país.
Segundo Zaiuth, que disponibilizou a Secretaria de Obras Públicas e Transportes (Seop) para as intervenções necessárias, a expectativa é que o empreendimento esteja em funcionamento entre junho e julho deste ano.
Por: Nadia Nadalon-estagiária (www.capitalnews.com.br)
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