Devido aos preços altos dos grãos que bate a casa dos US$ 17,57 por bushel (27,2155 kg) na bolsa de Chicago, os agricultores brasileiros estão animados na prospecção para o plantio na safra 2012/13. A valorização é de 15% desde o início do mês, quando uma forte seca atingiu as lavouras nos Estados Unidos, e vale ressaltar que é a pior desde 1988.
No caso da soja, relatório do Departamento de Agricultura americano aponta uma quebra de 7% na produção, ou seja, os Estados Unidos deixariam de colher 4,5 milhões de toneladas, de uma safra estimada em 87 milhões de toneladas. Entretanto, a situação das lavouras americanas vem piorando e a colheita seguramente será menor. Por isso, os preços explodiram. Na avaliação do assessor econômico da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sávio Pereira, esse cenário impactará no aumento da safra 2012/13 de soja. Segundo ele, o país caminha para plantar a maior safra de todos os tempos, que pode levar o Brasil a superar os Estados Unidos e se tornar o maior produtor de soja do mundo.
Dados do décimo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no início deste mês, mostram que a área de soja plantada no Brasil foi de 25 milhões de hectares e a produção estimada de 66 milhões de toneladas. Se não tivesse havido a quebra da safra, por conta da estiagem nas regiões produtoras, a produção certamente chegaria a 78 milhões de toneladas, calcula Pereira. Para o próximo ano, poderá atingir 82 milhões de toneladas, comparativamente a atual safra americana projetada em 83 milhões de toneladas, mas que poderá ficar abaixo de 82 milhões de toneladas, o Brasil ultrapassaria os Estados Unidos na produção de soja.
Com o otimismo dos agricultores brasileiros, eles se preparam para o início do plantio da próxima safra. Condições para isso são disponibilizadas pelo Governo através do acesso ao crédito mais barato para custeio e investimento, por exemplo, e de maior recurso. O Plano Agrícola e Pecuário 2012/13, divulgado pelo Ministério da Agricultura no final de junho, prevê recursos de R$ 115 bilhões para a agricultura empresarial. Desse montante, R$ 86,9 bilhões são para financiar o custeio e a comercialização e R$ 28,2 bilhões para os programas de investimentos. Se comparado ao plano anterior, o aumento dos recursos foi de 7,5%, fundamental para a continuidade do progresso da agricultura brasileira, no entendimento do Governo.
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