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Rural Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015, 15:45 - A | A

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015, 15h:45 - A | A

Boi gordo chega a R$143 e fecha a primeira quinzena do ano com valor recorde.

Kemila Pellin - Especial para o Capital News

A arroba do boi gordo vem sofrendo frequente aumento desde 2011, e os acréscimos já somam 57% nos últimos quatro anos. A primeira quinzena de 2015 continua mantendo a tendência, e a o valor alcançado na arroba, de R$ 143,00, é o maior da história para essa data. Isso levando em conta que janeiro é considerado período de safra para a pecuária de corte, onde o preço tende a cair.

Pelo terceiro ano consecutivo, o valor registrado em no primeiro mês do ano é maior que o valor de dezembro, segundo levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Na comparação com os valores deflacionados e corrigidos pelo Índice Geral de Preços (IGP), a cotação hoje é a maior dos últimos 10 anos.

Para os analistas, a alta no início de janeiro é motivada pela pouca oferta de animais. Os pecuaristas têm retido as fêmeas para fazer reposição do rebanho.

Outro fator é o clima, que devido à temporada de chuvas, ainda continua instável, e compromete a qualidade dos pastos no Sudeste e Centro-Oeste, atrapalhando o ganho de peso dos animais e atrasando os abates.

Ainda segundo informações do Canal Rural, os preços devem se acomodar nos próximos dias, mas nada que sinalize uma retração no preço do boi gordo, o que para o consumidor final, ou seja, a população, significa carnes caras e pouca oferta.

Histórico:

Há 10 anos, em 2005, corrigindo os valores da inflação, a arroba custava: R$ 102,31. Em 2006, atingiu a menor cotação em meio século, recuou 18%. Em 2007 marcou a reação, e em 2008 a maior valorização da década: 27%. A grande oferta em 2010 fez o preço recuar novamente. A desvalorização foi de 10% em um ano. Em 2012 e 2013 a queda das cotações motivou maior abate de fêmeas. E a redução da oferta fez o os preços subirem no ano seguinte: 2014 será lembrado pelas cotações recordes. São altas e baixas que marcam o ciclo pecuário.

 

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