Divulgação/ Olhar Direito
Projeto de lei geraria milhares de empregos e divisas no mercado sul-mato-grossense
Será realizada nesta quinta-feira (7), às 14h, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, uma audiência pública para tratar da crise no setor da mandioca. A discussão ganhou espaço na Comissão de Agricultura, Pecuária e Políticas Rural, Agrária e Pesqueira da Assembleia, após reclamações dos produtores do município de Ivinhema e região.
Com 20 fecularias de mandioca e produção média de 130 mil toneladas por ano, o estado passa por uma crise no setor. Produtores cobram incentivos para não deixar de produzir a raiz e retomar a geração de farinha. Agricultores se recusam a vender o grama da mandioca por menos de R$ 0,35 às fecularias.
Na audiência, o vice-presidente da comissão, deputado João Grandão, apresentará a minuta de um Projeto de Lei (PL) de sua autoria que determina a obrigatoriedade da adição de até 10% da farinha de mandioca refinada ou fécula de mandioca à farinha de trigo na produção de pães, biscoitos e similares no Mato Grosso do Sul.
“Se aprovada na assembleia, esse PL traria uma solução definitiva para o setor pois reestrutura as cadeias produtivas, haja vista que cerca de 80% da produção está concentrada em propriedades com menos de 50 Hectares. Com o aumento na demanda pelos produtos sucedâneos, amplia-se automaticamente a contratação de mão-de-obra tanto na produção quanto nas indústrias e se reduz o custo da produção de pães e similares a partir dos derivados da mandioca”, explicou o relator da minuta, deputado João Grandão, lembrando que cerca de 70% da farinha de trigo atualmente é importada de países vizinhos, sobretudo da Argentina, enquanto a mandioca é 100% nacional.
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