A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, explicou que a atualização do Código Florestal é um assunto de interesse nacional e não apenas do setor agropecuário.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), promoveu na última quinta-feira (10) um seminário, onde a presidente da CNA lembrou que o projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), em tramitação da Câmara dos Deputados, vai trazer segurança jurídica para o produtor rural e, assim, garantir a oferta de alimentos baratos e seguros para a população.
Kátia Abreu lembrou que as normas ambientais brasileiras são muito rígidas e injustas porque colocam o produtor em uma condição desigual na concorrência com outros países que não possuem, por exemplo, cotas de reserva legal. “Se deixarmos de produzir para cumprir as metas de reserva legal, o Brasil vai importar alimentos de países que não possuem cotas de preservação, como é o caso da China”, afirmou.
No seminário, a senadora Kátia apresentou estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) a partir de dados do Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo mostra que, desde 1960, a área de florestas nativas ou florestas dentro das propriedades rurais cresceu 72%. Ela lembrou, ainda, que 90% dos produtores rurais estão em situação irregular se forem consideradas as regras do Código em vigor. O texto do deputado Aldo Rebelo vai regularizar a situação no campo e por fim ao quadro de insegurança jurídica que os produtores rurais enfrentam atualmente.
O crescimento da produção agropecuária foi outro tema abordado pela presidente da CNA durante o evento organizado pela FAESC. “Em 1975, os brasileiros gastavam, em média, 48% do salário para comprar alimentos. Hoje, gastam 18%, mas poderiam ser 12% se os custos da agropecuária fossem menores. A produção cresceu graças ao aumento da produtividade porque o total de terras produtivas aumentou apenas 14% de 1960 até 2006”, argumentou. (Com informações da CNA)
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