Com as denúncias envolvendo a superintendência do INCRA no Estado, em corrupção, a reforma agrária e mais de 2,500 casas em construção nos assentamentos, continuam paralisadas desde 2010. Assentados e sem terras, já não sabem mais o que fazer para melhorar essa situação e exigem uma posição do governo em relação ao INCRA.
O alerta é do presidente Geraldo Teixeira de Almeida, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul (Fetagri/MS) que lamenta a falta de informação sobre como o caso está sendo apurado, já que o mesmo acredita que nada está sendo feito, o que deixa os próprios pequenos produtores desesperados.
“Não estou aqui para falar mal do trabalho de Celso Cestari à frente da superintendência do órgão (INCRA), mas sim tentar resolver o nosso problema, coisa que ele não está fazendo por nós. Só exigimos que quem errou seja punido e que devolvam nossas terras” – desabafa Geraldo Teixeira em entrevista para o Capital News.
Já a assessoria do INCRA garante que, não tem o que fazer perante a justiça, pois enquanto houver irregularidades, como venda ou abandono de lotes o instituto não pode voltar com suas tarefas normais.
“ Celso Cestari já teve duas reuniões com o Ministério Público Federal de Dourados, a mais recente foi início desse ano, mas não teve muito o que fazer, pois esse caso está nas mãos da justiça” – afirma a assessoria.
Os mesmos explicam para a reportagem do Capital News, que já foram encaminhadas mais de 350 ações para o Ministério, com a intenção de regularizar essas terras para retomarem as atividades, tanto dos assentados e sem terras, como para os próprios funcionários do INCRA.

Presidente da Fetagril/MS e dirigentes exigem explicações sobre a paralisação em suas propriedades
Foto: Divulgação
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