O governador André Puccinelli assinou na tarde de hoje um convênio para a liberação de R$ 696.667,20 em projetos voltados a divulgação científica e desenvolvimento tecnológico da soja em Mato Grosso do Sul. A parceria será com a Fundação MS. De acordo com o cronograma de trabalho do Convênio que será celebrado, caberá a Fundação MS, com sede em Maracaju, desenvolver os trabalhos de campo, em uma área de aproximadamente 500 hectares, naquele município. O apoio financeiro do Estado servirá para validar e difundir tecnologias de maior produtividade, dentre as melhores cultivares e épocas de plantio, proporcionando o aumento de matéria-prima e melhoria da qualidade desta para o processo industrial (esmagamento e transformação).
Segundo a secretária da Seprotur, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, os recursos também serão direcionados a aquisição de insumos - corretivos, fertilizantes, herbicidas, inseticidas e outros para o controle de doenças e pragas invasoras. E dentre os resultados esperados, estão o melhor desempenho da produção estadual na safra “Verão”. “Os trabalhos de campo visam o aumento de matéria-prima para a indústria e melhoria da qualidade da soja no Estado”, destaca.
O diretor-presidente da Fundação MS, Antonio Reinaldo Schneid, declarou que a pesquisa será fundamental para o aprimoramento da produtividade da soja, principalmente quando as condições climáticas ficam cada vez mais rigorosas, com prolongados períodos de estresses hídricos e temperaturas adversas. “Torna-se indispensável a utilização da pesquisa, bem como as avaliações de comportamento, produtividade e resultado, além de podermos realizar trabalhos de tratos culturais em plantas daninhas, insetos e doenças que têm surgido nas últimas safras”.
Tereza concorda. Ela acredita que as pesquisas em parceria com a Fundação MS – com reconhecido acúmulo de conhecimentos e o desenvolvimento concentrado de tecnologias agropecuárias e agroindustriais – trarão resultados significativos. “Estes conhecimentos serão decisivos para o aumento da produção e produtividade, além de fortalecimento a integração lavoura-pecuária, instrumento que trará melhoria na qualidade de vida e bem-estar da população rural e urbana”, pontua.
Fundação MS
Criada no início da década de 90, mais precisamente no dia 18 de março de 1992, por um grupo de produtores rurais do Sul de Mato Grosso do Sul - ligados a uma cooperativa - a Fundação MS tem a finalidade específica de pesquisar e difundir tecnologias agropecuárias, visando atender toda a classe produtora. Com o início das atividades desta instituição de pesquisa, muito tem ganhado o setor produtivo do Estado, principalmente com o desenvolvimento do milho safrinha, aumento significativo de produtividade da soja, biodiesel e agroenergia.
Além da pontual contribuição como geradora de conhecimentos locais e de tecnologias apropriadas para aplicação imediata dos resultados obtidos pelas pesquisas desenvolvidas nestes 17 anos de sua existência, a entidade ainda realiza um papel de destaque na transferência dessas tecnologias, principalmente no aumento de produtividade das culturas de soja e milho no Estado, inclusive, com devido reconhecimento em nível nacional.
Convênio
Com contrapartida de aproximadamente R$ R$ 77 mil por parte da Fundação MS, caberá a ela assumir os serviços e parte dos custos de implantação dos campos de pesquisa e experimentos, que são as operações agrícolas (plantio e aplicação de corretivos, fertilizantes, defensivos) e das despesas de colheita e pós-colheita (colheita, transporte, taxas de secagem e armazenagem).
Já dentre os benefícios diretos esperados estão: a execução de maior número de trabalhos de pesquisa; maior número de trabalhos de validação de tecnologias das culturas; aumento de trabalhos voltados às ações e eventos de difusão de tecnologias; e melhoria da qualidade dos trabalhos em função do porte de recursos e melhores condições de trabalho com as culturas.
Quanto ao aspecto social e econômico do projeto, espera-se levar os resultados obtidos nos trabalhos de campo a um número maior de produtores rurais, e como consequência, gerar melhor eficiência no uso dos fatores de produção, que terão reflexos na melhoria da qualidade de vida dos produtores rurais, familiares, funcionários, dependentes e o comércio em geral direto ou indiretamente. Desta forma, com o aumento da produção, será possível gerar mais empregos, elevar a arrecadação, permitindo ao setor público oferecer em contrapartida mais obras e melhores serviços a sociedade.
Por Alessandro Perin (www.capitalnews.com.br)
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