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Domingo, 03 de Julho de 2022, 08h:48
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Pé torto congênito: saiba o que é e como funciona o tratamento

A condição afeta cerca de um em cada 1.000 bebês e é mais comum em meninos

Renata Silva
Especial para o Capital News

Acervo pessoal

Pé torto congênito: saiba o que é e como funciona o tratamento

Kamila com o filho Samuel

“Me sinto triste, doí muito vê-lo assim. Meu filho reclama de dor e sempre pergunta mamãe eu vou arrumar meu pezinho?”, esse é o relato de uma mãe que se mudou de Rondonópolis para Campo Grande em busca de tratamento para o filho. O Samuel Almeida de Melo Ruiz, de 4 anos é o caçula da Kamila Almeida dos Santos de 31 anos, nasceu com pé torto congênito e aguarda cirurgia.

"Meu filho reclama de dor e sempre pergunta mamãe eu vou arrumar meu pezinho?"

 

O pé torto congênito, popularmente conhecido como "pé torto para dentro", trata-se de uma má formação congênita em que o bebê já nasce com um pé ou os dois pés virados para dentro. Essa alteração pode ser identificada ainda na gestação.

Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia a condição afeta aproximadamente um bebê em cada 1.000 nascidos vivos. Além disso, é mais comum em meninos do que em meninas.

A Kamila conta que descobriu que o filho sofria da má formação quando nasceu e claro levou um susto até entender o que de fato era a alteração. A dona de casa é de Rondonópolis, no Mato Grosso, mas mudou-se há três anos com a família para a Capital a procura do tratamento para Samuel. “Estou esperando sair uma consulta com o ortopedista pediátrico pra poder começar o tratamento com gesso, mas ate agora nada”, frisa.

A mãe conta que iniciou o tratamento do filho em Cuiabá, capital do Mato Grosso, mas o foi interrompido por causa da pandemia. Ela explica que ficou preocupada com a demora temendo que o filho piorasse e por isso veio para o Estado para ver se por aqui seria mais ágil o atendimento.

Acervo pessoal

Pé torto congênito: saiba o que é e como funciona o tratamento

Samuel ao lado dos quatro irmãos

 

“Estamos esperando a chamada. Já entrei com pedido de consulta, mas nada. Samuel cada dia fica pior porque ele anda e força os pés, assim entorta cada vez mais, e não tem como o corpinho dele desenvolver por causa disso”, completa.

Além do Samuel, Kamila têm outros quatro filhos de 8,10,12 e 14, é casada e sobrevive da renda do marido, um salário-mínimo. Ela fala que se sente triste em ver o filho assim porque ele reclama de dor e sempre a questiona sobre quando vai poder usar tênis para poder jogar bola. “Ele pediu pra eu comprar, mas não dá pra colocar nos pés dele porque é muito tortinho” completa.


Kamila explica que o Samuel não entende o que ele está passando. “Ainda não passou pela cabecinha dele que tem os pezinhos tortos, que é uma alteração, ele é muito criança”, completa. Ela destaca que seu maior sonho é vê-lo correndo como as outras crianças e levar para escola e saber que ele não vai ser vítima de nenhum preconceito.

“Ainda não passou pela cabecinha dele que tem os pezinhos tortos, que é uma alteração, ele é muito criança”


Tratamento
O pé torto congênito tem cura desde que o tratamento seja feito de acordo com a orientação do pediatra e ortopedista. O principal tratamento é baseado em um método denominado “Ponseti” que consiste no uso de gesso e botas ortopédicas, ou realização de cirurgia para corrigir a posição dos pés, no entanto a cirurgia só é indicada quando os outros métodos de tratamento não têm efeito.

 


Nota SESAU

A Secretaria de Saúde do Município informou por meio de nota que casos de pé torto congênito estão entre as prioridades na ortopedia pediátrica, isso porque a alteração compromete muito a qualidade de vida da criança. Ainda de acordo com a Sesau, O Samuel ingressou com atendimento em 2019 no Hospital Universitário, fez reabilitação em 2020. Em Outubro do ano passado cancelou uma consulta com o especialista e em março deste ano faltou à consulta que havia sido reagendada.

O que acontece, quando o paciente falta à consulta, sem justificativa prévia - (porque a equipe da regulação liga 24 horas antes para confirmar o agendamento), todo o processo é perdido, sendo necessária uma nova inserção de solicitação. E esta foi feita somente agora em junho, sendo que a consulta perdida foi no início de março.

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