O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL-MS) como um dos pré-candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul, deixando de fora o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), que contava com apoio declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Contar passa a compor a chapa da legenda ao lado do ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, que já havia sido definido como um dos nomes do partido para a disputa.
Segundo o ex-deputado, a definição foi baseada em pesquisas de intenção de voto encomendadas pelo partido. Os levantamentos incluíram os nomes de Reinaldo Azambuja, Capitão Contar, Marcos Pollon e da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira.
O encontro que oficializou a pré-candidatura contou ainda com a presença dos deputados federais Luciano Zucco (PL-RS), pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados.
Na avaliação de Capitão Contar, o partido priorizou a competitividade eleitoral para definir os nomes que disputarão o Senado.
"O critério foi técnico, baseado nas pesquisas, buscando lançar os candidatos com maior potencial eleitoral", afirmou.
As candidaturas, entretanto, somente serão oficializadas durante as convenções partidárias, que começam em 20 de julho.
Disputa interna no PL
A escolha de Capitão Contar ocorre em meio às divergências internas do PL nacional, que também repercutem em Mato Grosso do Sul.
Em abril, durante agenda em Campo Grande, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que Reinaldo Azambuja já tinha uma das vagas do partido garantida para a disputa ao Senado. Na ocasião, disse que a segunda candidatura seria definida com base em pesquisas eleitorais.
A declaração sinalizou um entendimento entre a direção nacional da legenda e as lideranças estaduais.
Enquanto isso, Marcos Pollon contava com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em fevereiro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nas redes sociais uma carta atribuída a Bolsonaro, escrita durante o período em que ele ainda estava preso, manifestando apoio ao parlamentar.
"Adianto que, por Mato Grosso do Sul, pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon", dizia o texto.
A publicação ampliou as divergências dentro da legenda, já que Pollon passou a se apresentar publicamente como pré-candidato ao Senado.
Em março, o deputado divulgou um vídeo nas redes sociais afirmando que sua candidatura era uma determinação de Bolsonaro.
"Isso já foi definido. Não é bastidor, não é especulação. Isso é ordem. É determinação", declarou.
Após o anúncio de Valdemar Costa Neto, o ex-assessor de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, criticou a decisão nas redes sociais.
"Pelo jeito temos mais e mais ruídos e confusões. Que vergonha", escreveu na plataforma X.
Retorno ao cenário eleitoral
Capitão Contar retorna à disputa de uma eleição majoritária após ter sido o segundo colocado na eleição para o Governo de Mato Grosso do Sul, em 2022.
Com a definição dos dois pré-candidatos ao Senado, o PL busca ampliar sua representação no Senado Federal e fortalecer sua bancada nas eleições de 2026.
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.

