Durante evento no diretório do PL em Campo Grande, na última sexta-feira (10), o pré-candidato ao Senado Capitão Contar comentou o cenário da direita no Estado e negou que a sigla esteja dividida diante do atual contexto político.
Em entrevista ao Capital News, Contar afirmou que o grupo está unido em torno de um projeto comum: montar chapas competitivas e apoiar o senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
“Tenho ouvido bastante que a direita está rachada, mas é mentira. Não existe essa divisão. Isso posso confirmar com a vinda do Reinaldo Azambuja ao partido. Ele sabe dialogar muito bem e veio para a sigla exatamente para isso: unir a direita por um único objetivo”, afirmou.
Ao ser questionado sobre a declaração de Flávio Bolsonaro, que confirmou a pré-candidatura de Azambuja ao Senado e indicou que a segunda vaga será definida por pesquisa interna, Contar disse encarar a situação com naturalidade. Segundo ele, antes mesmo de retornar ao PL, já havia sido informado de que aparecia bem posicionado nas pesquisas.
Atualmente, o PL conta com quatro pré-candidatos à Casa: Capitão Contar, Marcos Pollon, Reinaldo Azambuja e Gianni Nogueira.
“Vejo isso como algo muito positivo para o partido. Temos duas vagas e vários nomes aptos. As falas do Flávio Bolsonaro são naturais dentro da construção de um novo rumo para a sigla”, disse.
Contar também explicou que o critério para escolha dos nomes começou a ser discutido ainda em novembro do ano passado, quando recebeu o convite para retornar ao partido.
“Na época, me foi dito que o PL queria montar uma chapa competitiva, tanto para a Assembleia quanto para a bancada federal. Aceitei o convite já sabendo que meu nome estava bem nas pesquisas e que poderia contribuir com esse projeto”, afirmou.
O pré-candidato ainda destacou que o foco do partido é conquistar os eleitores indecisos, considerados decisivos em eleições.
“Existe um número muito grande de indecisos, e precisamos olhar para isso. Há uma margem importante para conquistar essas pessoas e alcançar o objetivo de eleger o maior número possível de candidatos”, pontuou.
Questionado sobre a possibilidade de não ser escolhido na pesquisa interna, Contar afirmou que seguirá à disposição do partido.
“Sou soldado do Brasil, independentemente do cargo. Cada peça é importante. Alguns serão candidatos, outros atuarão nos bastidores. Meu objetivo não é pessoal, é coletivo. Quero ajudar o país. Não existe disputa por cargos, existe um projeto”, concluiu.
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