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Política

Riedel recebe prêmio nacional por programa de combate à pobreza

Iniciativa “Sem Deixar Ninguém Para Trás” foi escolhida entre 403 projetos inscritos no Ranking de Competitividade

João Gabriel Vilalba
Capital News

Saul Schramm

Governador Eduardo Riedel recebendo o Prêmio Excelência em Competitividade 2026

Governador Eduardo Riedel recebendo o Prêmio Excelência em Competitividade 2026

O governador Eduardo Riedel esteve em São Paulo nesta quinta-feira (27), onde recebeu o Prêmio Excelência em Competitividade 2026, concedido pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Mato Grosso do Sul foi reconhecido pela iniciativa “Sem Deixar Ninguém Para Trás”, desenvolvida pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead).

A premiação ocorreu durante o lançamento da 15ª edição do Ranking de Competitividade dos Estados e da 7ª edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, na Casa Natura Musical, em São Paulo.

Este é o quarto ano consecutivo em que Mato Grosso do Sul figura entre os finalistas do prêmio e a terceira vez que conquista o reconhecimento. O Estado já havia vencido em 2023, com o Contrato de Gestão, e em 2025, com o MS Ativo Municipalismo.

A edição de 2026 registrou recorde histórico, com 403 iniciativas inscritas, provenientes de 23 estados brasileiros. Após avaliação de uma banca técnica de especialistas, seis políticas públicas chegaram à final. Mato Grosso do Sul foi o único representante da região Centro-Oeste entre os finalistas e venceu a premiação.

Resultado

A iniciativa “Sem Deixar Ninguém Para Trás” articula programas e soluções de proteção social, entre eles o Mais Social, Energia Social, Cuidar de Quem Cuida e MS Supera. A estratégia combina atendimento imediato às famílias em situação de vulnerabilidade com ações voltadas à ampliação da autonomia e da inclusão social.

O programa também utiliza a estratégia de busca ativa nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, com aplicação do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) para identificar pessoas que ainda não estavam inseridas na rede de proteção.

Segundo os dados apresentados pelo Governo do Estado, entre 2022 e 2024, a extrema pobreza caiu de 2,7% para 1,6%, enquanto a proporção da população em situação de pobreza recuou de 23% para 17,7%. O resultado representa 44,6 mil pessoas que deixaram a situação de pobreza no período.

“O programa tem por objetivo a erradicação da pobreza extrema a partir de premissas que envolvem diversas políticas públicas. A primeira é a condição do Estado crescer, se desenvolver, gerar oportunidade de emprego e renda. A segunda é a qualificação da educação para que essa oportunidade seja abraçada por todos”, afirmou Riedel.

O governador explicou que o Estado identificou famílias em situação de vulnerabilidade e as principais dificuldades enfrentadas por elas, incluindo acesso ao emprego, qualificação profissional, alimentação e segurança alimentar.

“O programa funcionou muito bem, tanto que saímos de 2,7% de pobreza extrema em 2022 para 1,6% agora, e vamos continuar trabalhando para erradicar a pobreza extrema no nosso Estado”, disse.

“Esse projeto é fruto de uma indignação: um Estado que cresce 6%, 7%, não pode pensar em deixar alguém para trás, em ter 2%, 2,5% em extrema pobreza. Essa indignação nos fez mudar o eixo e trabalhamos juntos para não deixar ninguém para trás”, acrescentou o governador.

Políticas públicas

Segundo o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, Mato Grosso do Sul deixou de ser uma aposta para se tornar uma realidade. Ele classificou o Governo Eduardo Riedel como uma “grande fábrica de boas políticas públicas”, destacando resultados em indicadores de saúde, educação e segurança.

“Eu digo que o Governo do Mato Grosso do Sul é uma grande fábrica de políticas que dão certo e que mudam indicadores no Ranking, seja de saúde, de educação ou de segurança”, afirmou.

Barros destacou ainda a posição de Mato Grosso do Sul no cenário nacional e afirmou que políticas desenvolvidas pelos estados podem contribuir para ampliar oportunidades, emprego e renda.

Para o diretor-presidente do CLP, o reconhecimento vai além da premiação, pois demonstra a capacidade de Mato Grosso do Sul de apresentar modelos de gestão que podem ser replicados em outras regiões do país.

Invisíveis sociais

A secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino, explicou que o programa partiu de uma mudança de estratégia para localizar pessoas que não estavam recebendo benefícios socioassistenciais, apesar de terem perfil para serem atendidas. Elas foram classificadas pelo programa como “invisíveis sociais”.

“Nós fomos atrás daqueles que chamamos de invisíveis sociais. Cruzamos diversas bases de dados, identificando pessoas que não estavam nem no CadÚnico”, explicou.

Segundo a secretária, após o mapeamento das regiões, equipes das secretarias foram às residências para localizar essas pessoas e apresentar os programas de assistência disponíveis.

“Em um segundo momento, foram monitorados dados como vacinação, escolarização, acesso à saúde, de uma maneira transversal. Esse projeto existe desde o primeiro ano do governador Eduardo Riedel e o resultado está aí”, ressaltou.

O secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Castro Nogueira, avaliou a sequência de reconhecimentos obtidos por Mato Grosso do Sul no prêmio do CLP como resultado de uma maior maturidade institucional.

Segundo ele, Riedel vem liderando um processo de melhoria da gestão e da governança, com foco em organização administrativa e resultados.

“O resultado é o reconhecimento nacional”, pontuou.

Gestão efetiva

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou a importância de políticas públicas baseadas em dados, planejamento e atenção às populações mais vulneráveis. Ao comentar a iniciativa sul-mato-grossense, classificou-a como “efetiva e não cosmética”.

“O Ranking de Competitividade é uma importante referência para os estados, porque analisa vários pilares e indicadores — aquilo que consegue ser mais efetivo para a população”, disse Leite.

O governador gaúcho também ressaltou a importância de Mato Grosso do Sul ser administrado com base em indicadores e dados.

“Um programa que reduz a extrema pobreza está fazendo com que o Estado cumpra o seu papel, que é governar para todo mundo, mas especialmente para quem mais precisa — e com ciência de gestão, com ciência de dados, com planejamento, para ser efetivo e não superficial, não cosmético apenas”, declarou.

Mato Grosso do Sul venceu o prêmio ao lado de outros dois projetos: o Programa MEI RS Calamidades, do Rio Grande do Sul, e o Programa Parceiro da Escola, do Paraná.

Trajetória de MS no prêmio

2023 – Vencedor: Contrato de Gestão, na categoria Destaque Boas Práticas. Foram mais de 150 políticas inscritas; seis chegaram à final e três foram premiadas.

2024 – Finalista: Centro de Inteligência GOVMS. Foram 292 iniciativas inscritas. MS chegou à final, ficando entre as seis melhores.

2025 – Vencedor: MS Ativo Municipalismo. Foram 333 políticas inscritas; seis finalistas e três vencedoras.

2026 – Vencedor: “Sem Deixar Ninguém Para Trás”. A iniciativa venceu em uma edição recorde, com 403 iniciativas inscritas, ao lado dos projetos do Rio Grande do Sul e do Paraná.

Ranking de Competitividade 2026

O Ranking de Competitividade dos Estados 2026 também apontou avanços de Mato Grosso do Sul em diferentes áreas da administração pública.

Na Solidez Fiscal, o Estado subiu seis posições, enquanto no Capital Humano ocupa o primeiro lugar entre os estados do Centro-Oeste e o segundo lugar nacional pelo segundo ano consecutivo.

No pilar de Eficiência da Máquina Pública, Mato Grosso do Sul alcançou a quinta posição nacional. Entre os indicadores, destaca-se o equilíbrio de gênero no emprego público estadual.

Na Segurança Pública, o Estado avançou três posições e aparece na sexta colocação no indicador de taxa de crescimento.

Em Infraestrutura, a qualidade das rodovias de Mato Grosso do Sul passou a ser considerada a segunda melhor do país, enquanto o backhaul de fibra óptica alcançou a quinta posição nacional.

Já o pilar de Sustentabilidade Social mantém o Estado na oitava colocação nacional, com avanços em indicadores relacionados à desigualdade de renda, acesso a saneamento básico, mortalidade materna e mortalidade na infância.

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