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Política

Riedel destaca expansão do saneamento e investimentos no Cone Sul de MS

Agenda do candidato à reeleição passou por Itaquiraí, Iguatemi, Tacuru e Sete Quedas

João Gabriel Vilalba
Capital News

Saul Schramm

Eduardo Riedel visitou a região do Cone-Sul na última semana

Eduardo Riedel visitou a região do Cone-Sul na última semana

O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), esteve na última semana em Itaquiraí, onde destacou a expansão do saneamento e investimentos realizados na região.

“Nosso município desenvolveu bastante. Conseguimos trazer a rede de esgoto, que era zero por cento, e agora estamos com 98% de toda a cidade com a rede de esgoto tratada”, afirma Juliana. Para ela, parte da transformação é resultado da parceria entre a Prefeitura de Itaquiraí e o Governo de Mato Grosso do Sul, comandado por Riedel.

Durante a agenda, Riedel afirmou que as prioridades apresentadas pelos próprios municípios devem orientar a aplicação dos recursos estaduais.

“As demandas dos municípios legitimam o que a gente vai fazer no Governo. Nossa linha de trabalho vai continuar com atenção máxima aos municípios, para dar sequência àquilo que é prioridade de cada cidade sul-mato-grossense”, disse. “Quando cada município cresce, quem ganha é o Estado.”

Onde o problema aparece primeiro

A lógica municipalista defendida pelo governo parte da ideia de que é nos municípios que problemas discutidos de forma mais ampla aparecem de maneira concreta. É onde a falta de asfalto afeta a população, uma ponte interrompida dificulta o transporte da produção, uma família espera por uma casa ou um paciente precisa de atendimento.

“O diálogo com os municípios é fundamental. São vocês que trazem a visão e a legitimidade do município à mesa de discussão”, afirmou Riedel durante a passagem pela região. “Não temos como olhar para um Estado próspero se não olharmos para quem mora nos municípios, que é onde a vida acontece.”

Em Iguatemi, essa relação é percebida de outra maneira pelo taxista Wilson Matheus. Há 20 anos trabalhando pelas ruas da cidade, ele associa parte das mudanças que observa ao modelo de parceria entre a Prefeitura e o Estado.

“Pra nós tá ótimo. O Governo tem uma política de desenvolver as cidades, trazendo investimentos junto com o prefeito. Tudo que vem aqui pra Iguatemi, tudo feito nessa parceria entre prefeito e governo, vai ser bom pra nós, pra população, pra comunidade toda”, afirma.

Para quem produz no campo, porém, o desenvolvimento também depende do caminho entre a propriedade e a cidade.

Médico veterinário, vereador e produtor rural, Genésio Neto conta que produtores e representantes políticos de Iguatemi foram chamados a discutir onde os recursos estaduais deveriam ser aplicados. A prioridade escolhida foi a infraestrutura de estradas e pontes.

“Foi aí que nosso município passou a ter acesso para chegar os insumos e para sair os produtos”, relata. Segundo ele, as melhorias deram mais condições para o escoamento da produção agrícola e pecuária local.

A questão ajuda a explicar por que parte dos investimentos estaduais citados na região está concentrada em infraestrutura.

Entre os projetos estão a implantação e pavimentação de 31,26 quilômetros da MS-290, ligando Naviraí, Itaquiraí e Iguatemi, com investimento informado de aproximadamente R$ 84,9 milhões; a restauração da MS-295, com R$ 86,1 milhões no trecho de Iguatemi e R$ 64,7 milhões em Tacuru; a MS-156, com R$ 44,8 milhões em Tacuru; e a MS-488, em Itaquiraí, com R$ 34 milhões.

As intervenções nas MS-295 e MS-156 integram corredores utilizados para a circulação regional e o escoamento da produção no sul do Estado.

Estradas, postos de saúde e espaço no orçamento

Em Iguatemi, o prefeito Lídio Ledesma afirma que a parceria com o Estado também produz um efeito menos visível: quando o Governo assume parte dos investimentos de maior porte, o município consegue direcionar recursos próprios para outras necessidades.

Segundo ele, investimentos estaduais alcançaram estradas, pontes, unidades de saúde, pavimentação e recapeamento. O prefeito afirma que o município chegou a cerca de 90% de pavimentação asfáltica com auxílio do MS Ativo e conseguiu direcionar recursos para outras áreas, entre elas a educação.

“Conseguimos economizar muito e investir em outros setores”, diz Ledesma. “Fizemos muita pavimentação, muito recape, conseguimos conservar as nossas estradas e criar uma escola de ensino em tempo integral que está sendo modelo, piloto para nós.”

Na saúde, os repasses estaduais informados aos quatro municípios somam cerca de R$ 33 milhões entre 2023 e 2026.

Iguatemi recebeu R$ 9,8 milhões, além de R$ 728,9 mil destinados à reforma e ampliação das unidades de saúde Vila Nova e Vila Rosa, entregues em 2024. Itaquiraí soma R$ 7,1 milhões em repasses; Tacuru, R$ 10,2 milhões; e Sete Quedas, cerca de R$ 5,8 milhões.

Além dos repasses, os hospitais locais recebem contratualizações mensais para manutenção de leitos clínicos e cirúrgicos, enquanto atendimentos de maior complexidade são encaminhados para centros regionais, como Dourados e Ponta Porã.

Na fronteira, porém, o financiamento da saúde envolve uma particularidade: a população oficialmente residente nem sempre corresponde à pressão real exercida sobre os serviços.

O secretário de Saúde de Sete Quedas, Everton Magdo de Cristo, afirma que o novo modelo estadual de financiamento passou a prever um adicional de 20% sobre a produção dos municípios fronteiriços.

“Nós, municípios de fronteira, tínhamos o mesmo tratamento dos municípios que não são. Agora, nesse novo financiamento, nós temos um aditivo de 20% em cima da nossa produção, porque a demanda da fronteira acaba sendo o dobro do que nós recebemos”, explica.

Em Tacuru, a demanda também é por moradia

Em Tacuru, a secretária municipal de Governo, Aparecida Pedro Rodrigues, aponta a habitação entre as necessidades apresentadas ao Estado.

“Um dos setores atendidos é a habitação, que em Tacuru tem um déficit muito grande e precisa de muitas coisas”, afirma. Para ela, o acesso da administração municipal às estruturas estaduais facilita a apresentação dessas demandas.

Nos quatro municípios, os investimentos informados em habitação chegam a R$ 16 milhões. São 33 moradias já entregues e outras 291 unidades em andamento.

Itaquiraí entregou 16 casas e possui 130 em construção. Tacuru entregou 17 e tem 121 unidades em diferentes etapas, incluindo moradias rurais nas aldeias Sassoró e Jaguapiré. Iguatemi trabalha com outras 40 unidades e possui 84 títulos de regularização fundiária em processo.

O prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, cita ainda drenagem e esgoto entre as demandas apresentadas ao Governo do Estado. Segundo ele, são intervenções que precisam ocorrer antes ou junto da pavimentação para evitar que a água comprometa o asfalto posteriormente.

“Tem obra nos quatro cantos da cidade”, afirma. “O governador ouviu a classe política e atendeu as demandas que a cidade realmente precisava: drenagem e esgoto, que fazem a água não afetar mais o pavimento, e as 75 unidades habitacionais, que já estão licitadas.”

Política pública para além das obras

Nem toda presença do Estado, porém, pode ser medida em quilômetros de rodovia, metros de tubulação ou casas construídas.

Nos quatro municípios visitados, 799 famílias são atendidas pelo Mais Social e 431 pelo Energia Social: Conta de Luz Zero. Também foram informadas a distribuição de 1.020 cestas alimentares para indígenas e outras 23 cestas destinadas a famílias de Sete Quedas.

Iguatemi concentra 363 famílias atendidas pelo Mais Social; Itaquiraí, 211; Sete Quedas, 148; e Tacuru, 77. No Conta de Luz Zero, são, respectivamente, 144, 85, 109 e 93 famílias.

É nesse ponto que Elaine Pereira, secretária de Assistência Social de Sete Quedas, considera que o chamado municipalismo também precisa ser observado.

Há anos trabalhando na assistência, ela afirma que a parceria entre Estado e município não pode se restringir às grandes obras, porque existe outra parcela da população cuja necessidade aparece dentro dos serviços sociais.

“Esse olhar municipalista do governo, de olhar para os municípios com atenção, tanto na parte de obras quanto na parte social, é um diferencial na vida do interior”, diz. “Principalmente para as nossas famílias que estão em vulnerabilidade social, que são vidas atendidas pela assistência.”

É uma dimensão diferente daquela percebida pelo produtor que precisa da estrada, pelo paciente que procura o posto de saúde ou pela família que espera uma casa, mas que faz parte da mesma discussão sobre como os recursos estaduais chegam aos municípios.

Do Estado para a cidade e da cidade para a vida cotidiana

A estratégia defendida por Riedel é dar continuidade a um modelo iniciado na gestão anterior, de Reinaldo Azambuja, e ampliado pela atual administração por meio de programas como o MS Ativo. Prefeitos e representantes municipais apresentam prioridades, enquanto o Estado participa do financiamento e da execução de projetos em diferentes áreas.

Esse desenho também estabelece o desafio de manter os investimentos, transformar obras em serviços efetivamente disponíveis à população e considerar as diferenças entre os 79 municípios na distribuição dos recursos.

Os próprios depoimentos mostram que as necessidades não são iguais. Em Iguatemi, o produtor fala de pontes e estradas. Em Sete Quedas, a condição de município de fronteira é apontada como fator de pressão sobre a estrutura da saúde. Em Tacuru, o déficit habitacional permanece como uma demanda importante. Em Itaquiraí, a expansão da rede de esgoto é apresentada como uma mudança na infraestrutura urbana.

A rede de esgoto não é, para Juliana, apenas um indicador de cobertura. É uma mudança que chegou à cidade onde vive.

E é nessa distância entre o número apresentado em uma planilha e a obra que alcança a porta de uma casa que o municipalismo defendido pelo Governo de Mato Grosso do Sul passa a ser observado: pelo impacto dos investimentos em estradas, atendimento de saúde, moradia, assistência social e saneamento na vida cotidiana da população.

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