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Política

Reinaldo Azambuja defende Senado forte para proteger Mato Grosso do Sul na transição da reforma tributária

Ex-governador afirmou que Estados produtores precisam de representação forte no Senado durante implantação do novo modelo tributário

João Gabriel Vilalba
Capital News

Divulgação

Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul

Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul

Candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja afirmou que o Estado não pode perder recursos com a reforma tributária, que começa a ser implantada a partir de 2027.

Segundo declaração feita durante entrevista ao vivo aos jornalistas Marcos Farias, Ben-Hur Ferreira e Carmen Cestari, no programa Tribuna Livre, da Rádio Capital FM, na manhã desta sexta-feira (7), Reinaldo afirmou que o Governo Federal poderá tentar compensar o aumento da dívida pública com uma elevação da carga tributária sobre Estados e municípios, medida que, segundo ele, não deve ser aceita.

“O Governo Federal elevou a dívida pública da União, de 71% do PIB para 81% nesses quatro anos. São mais de R$ 10 trilhões o valor da dívida, e o povo brasileiro paga R$ 1 trilhão por ano somente de juros. Então, o Governo tentará tirar mais dos Estados para cobrir esse rombo e não podemos permitir isso”, afirmou.

Para evitar que Mato Grosso do Sul seja prejudicado, Reinaldo defendeu a eleição de um Senado Federal forte, com atuação em defesa dos Estados considerados grandes produtores e geradores de riquezas.

“Quem mais perde na reforma tributária? Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Espírito Santo. É aí que está a grande produção. Esses são os maiores produtores agroindustriais do país, responsáveis pelas maiores arrecadações tributárias”, destacou.

O candidato também explicou sua avaliação sobre o processo de transição para o novo modelo tributário. Segundo ele, a mudança começará pela criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), imposto federal que substituirá tributos como PIS e Cofins.

“A reforma tributária começa com a CBS, que é o imposto sobre bens e serviços federal. Acaba o IPI, acabam o PIS e a Cofins a partir de janeiro. Na nota fiscal estará a CBS, que é o imposto federal”, explicou.

Reinaldo afirmou ainda que a transformação do ICMS, dos Estados, e do ISS, dos municípios, ocorrerá de forma gradual a partir de 2029.

“A transformação do ICMS e do ISS começa com 10% a partir de 2029 e segue em uma sequência até a plenitude. Eu tenho muita dúvida, acho que Mato Grosso do Sul pode perder com isso”, declarou.

Apesar das críticas, o candidato reconheceu que a reforma tributária poderá simplificar o sistema de impostos.

“A reforma tributária simplifica, porque acaba com o arcabouço tributário do ICMS, que tem 27 legislações, e do ISS, com 5.800 legislações, porque cada município legisla de um jeito. E aí começa uma guerra fiscal”, afirmou.

O Senado Federal, segundo Reinaldo, terá papel fundamental para evitar prejuízos aos Estados e municípios na distribuição dos recursos públicos.

“Não podemos perder nada. Pelo contrário, precisamos lutar para que Estados e municípios recebam mais recursos, pois é nas cidades que as pessoas vivem e precisam dos investimentos em saúde, educação e infraestrutura”, disse.

Reinaldo também destacou a importância do setor produtivo para a economia sul-mato-grossense.

“Como nós somos um Estado produtor, em 11 anos nós dobramos a produção do Estado. É só olhar: produção de proteínas, carnes e grãos dobrou em 11 anos. Então, precisamos cuidar disso. Não dá para perder nada”, afirmou.

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