A crise econômica que, segundo o candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL-MS), se agravou nos últimos anos e provocou o fechamento de mais de 1.700 empresas brasileiras é, na avaliação dele, resultado principalmente das políticas adotadas pelo atual governo.
Segundo Azambuja, a política econômica estaria penalizando o setor produtivo e afetando empresas de diferentes segmentos, inclusive grandes redes varejistas, como as Casas Bahia.
“Hoje, o que está acontecendo? Está tudo caro. A receita está baixa, a economia não cresce, está estagnada. Não é à toa que a Casas Bahia está fechando 298 lojas no Brasil e acumula R$ 10,1 bilhões em prejuízos, com dívidas de R$ 17,3 bilhões. A Magazine Luiza e todo o segmento do varejo estão com dificuldades. Mais de 1.700 empresas brasileiras já fecharam as portas”, afirmou Reinaldo.
Em Mato Grosso do Sul, sete lojas das Casas Bahia foram fechadas, deixando 130 trabalhadores desempregados, segundo informação de Carlos Santos, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG).
Conforme a informação citada pelo candidato, foram fechadas duas unidades em Dourados e uma em Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas e Campo Grande.
Reinaldo também criticou o que classificou como “Brasil gastador”.
“Um Brasil que gasta muito, que está endividando as famílias, com custo de vida alto”, afirmou.
Segundo dados oficiais do IBGE citados pelo candidato, a taxa de desemprego ficou em 5,4% no segundo trimestre de 2026, com 5,9 milhões de brasileiros desempregados e 2,3 milhões de desalentados — pessoas que desistiram de procurar trabalho. A taxa de subutilização da mão de obra chegou a 12,9%.
O candidato também mencionou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que, segundo os dados citados, acumulou 2,0% em quatro trimestres.
Reinaldo lembrou ainda o cenário econômico de 2018 e comparou a situação com o período em que esteve à frente do Governo de Mato Grosso do Sul.
“Naquela época, sobrou dinheiro nos municípios e nos estados. Mesmo durante a pandemia, foi totalmente diferente para nós, no Governo do Estado, e para os prefeitos. Hoje, está tudo caro, a receita está baixa e a economia não cresce”, criticou.
Comparação com o Paraguai
O candidato também destacou o contraste que, segundo ele, existe entre o comércio brasileiro e o paraguaio.
“Lá, no lado paraguaio, o comércio está sendo um oásis para os brasileiros. Enquanto empresas fecham as portas aqui, o outro lado está atraindo consumidores. Essa reflexão vale para todos nós e para o país”, afirmou.
Para Reinaldo, a saída passa por uma mudança na condução do país, com a eleição de um Senado que, segundo ele, seja comprometido com o setor produtivo e com a reestruturação da economia. O candidato também declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
“O que nos faz buscar um caminho melhor? A percepção sobre o país e essa responsabilidade são de todos nós. Precisamos de um presidente capaz de efetuar as mudanças de rumo necessárias e um Senado que coloque o Brasil para crescer de novo, que valorize quem produz e devolva dignidade às famílias”, afirmou.
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