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Política

Reinaldo Azambuja defende reforço federal no combate ao tráfico na fronteira de Mato Grosso do Sul

Candidato ao Senado cita apreensões de drogas e pede mais estrutura para Polícia Federal e PRF na região

João Gabriel Vilalba
Capital News

Divulgação

Candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL)

Candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL)

O candidato ao Senado Federal Reinaldo Azambuja (PL) voltou a cobrar, nesta semana, uma ação efetiva do Governo Federal no combate ao tráfico internacional de drogas na região de fronteira de Mato Grosso do Sul.

Segundo levantamento apresentado pelo candidato, o Estado é recordista nacional em apreensões de entorpecentes e assume parte dos custos de um crime que é transnacional e, portanto, envolve responsabilidade da União.

Com mais de mil quilômetros de fronteira internacional com o Paraguai e a Bolívia, grande parte em área seca, Mato Grosso do Sul é apontado como uma das principais portas de entrada de cocaína e maconha no Brasil. Somente o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), vinculado ao Governo do Estado, retirou de circulação 196,5 toneladas de drogas em 2025, segunda maior marca histórica da corporação, e outras 96,8 toneladas no primeiro semestre de 2026. Entre 2017 e 2025, o DOF acumulou 1.348 toneladas de entorpecentes apreendidos.

Os números estaduais, segundo Reinaldo, demonstram a necessidade de ampliar a participação dos órgãos federais na fiscalização da faixa de fronteira, especialmente diante da extensão territorial e da atuação do crime organizado.

“A segurança do País começa na fronteira. O tráfico não é um problema de Mato Grosso do Sul, é um crime transnacional que abastece organizações criminosas do Brasil inteiro. Quem tem a obrigação constitucional de proteger a fronteira é a União, mas quem está na linha de frente, com os policiais estaduais, é Mato Grosso do Sul. Precisamos de presença constante da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, com suporte tecnológico e efetivo compatível com a extensão do nosso território”, afirmou Reinaldo, candidato ao Senado pelo número 222.

Custo com presos federais

Mato Grosso do Sul também arca, segundo o candidato, com parte dos custos de presos federais mantidos em unidades prisionais estaduais. O Estado cobra na Justiça o ressarcimento de R$ 616 milhões da União, valor acumulado ao longo dos anos com o custeio desses detentos.

De acordo com Reinaldo, o gasto mensal médio por preso gira em torno de R$ 1,5 mil, representando um custo adicional para o sistema de segurança pública sul-mato-grossense.

O candidato defende a criação de uma política nacional de segurança pública específica para a faixa de fronteira, com investimentos prioritários do Governo Federal nos estados que fazem divisa com países de origem das drogas, especialmente Mato Grosso do Sul, Paraná e Mato Grosso.

Entre as medidas defendidas estão:

• reforço de pessoal nas forças federais que atuam na região, como PF e PRF;
• ampliação de viaturas e equipamentos de fiscalização e inteligência;
• utilização de tecnologia para monitoramento permanente da fronteira seca;
• aumento dos recursos destinados às polícias estaduais, que, segundo o candidato, respondem por grande parte das apreensões.
• Investimentos durante governo

Reinaldo também citou investimentos realizados durante os oito anos em que esteve à frente do Governo de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, foram aplicados R$ 649,7 milhões na área de segurança pública, com a aquisição de 1.705 viaturas, investimento de R$ 80 milhões em aeronaves, contratação de 3.079 novos servidores, realização de 9.747 promoções e criação de 11 núcleos de inteligência voltados ao combate ao crime organizado.

Ainda de acordo com o candidato, as ações contribuíram para uma taxa de elucidação de homicídios de 89% e para a apreensão de cerca de duas mil toneladas de drogas em sete anos pelas forças estaduais.

“Minha preocupação sempre foi e será com a proteção das famílias. Em Mato Grosso do Sul, mostramos que, com investimento e inteligência, é possível reduzir a criminalidade. No Senado, é preciso lutar para que esse modelo seja replicado em nível federal, garantindo que o Brasil pare de enxugar gelo e passe a fechar as portas para o crime onde ele realmente entra”, concluiu.

A proposta de Reinaldo está alinhada às diretrizes nacionais do PL e integra, segundo a campanha, as 12 metas prioritárias do partido para o país no programa “Brasil sem Medo”, que tem entre suas propostas ações de combate ao crime organizado e às facções, reforço da atuação federal nas fronteiras e ampliação dos investimentos em segurança pública.

Reinaldo Azambuja afirma que a segurança das fronteiras deve ser tratada como questão de soberania nacional e defende que o Senado seja utilizado para transformar experiências de Mato Grosso do Sul em políticas públicas de âmbito federal.

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