A Justiça de Mato Grosso do Sul encerrou a ação penal em que o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, era acusado de matar o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini. A decisão foi assinada pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, duas semanas após a morte do político.
Conforme a avaliação do magistrado, a extinção da punibilidade em razão da morte do acusado foi determinada com base no artigo 107, inciso I, do Código Penal, que prevê o fim da responsabilização criminal com o falecimento do réu.
Com a apresentação da certidão de óbito anexada ao processo, a Justiça reconheceu que Bernal faleceu em decorrência de infarto agudo do miocárdio, trombose aguda de stents, doença arterial coronariana e diabetes mellitus, formalizando o encerramento da ação penal.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul ainda deverá se manifestar sobre a destinação dos objetos apreendidos durante a investigação, antes do arquivamento definitivo do processo.
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Morte de Bernal
O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, morreu aos 60 anos em decorrência de complicações cardíacas provocadas por uma trombose aguda nos stents implantados nas artérias coronárias. A informação consta no laudo médico ao qual o Capital News teve acesso.
Internado na Santa Casa de Campo Grande, Bernal foi submetido ao terceiro cateterismo de urgência desde o início da internação. Durante o procedimento, a equipe médica identificou trombose nos stents e tentou desobstruir os vasos sanguíneos, mas a elevada carga de trombos impediu o sucesso da intervenção.
Antes do procedimento, o ex-prefeito apresentou um quadro de infarto agudo do miocárdio e foi encaminhado às pressas ao setor de hemodinâmica. Além da trombose aguda nos stents, ele havia sido diagnosticado com doença arterial coronariana e diabetes mellitus.
Na tentativa de reverter o quadro, os médicos realizaram uma angioplastia para desobstrução das artérias. Também foi administrado um medicamento diretamente nas coronárias para dissolver os coágulos, mas a resposta clínica foi insuficiente.
Ainda durante o procedimento, Bernal sofreu uma parada cardíaca provocada por fibrilação ventricular. Após três choques elétricos, a equipe conseguiu restabelecer temporariamente os batimentos cardíacos. Pouco depois, ele apresentou uma nova parada cardiorrespiratória e passou por diversos ciclos de ressuscitação cardiopulmonar.
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Em seguida, foi transferido novamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardiológica em estado gravíssimo, dependente de altas doses de medicamentos vasoativos para manter a pressão arterial.
Apesar dos esforços da equipe médica, Bernal sofreu novas paradas cardiorrespiratórias. As equipes realizaram manobras de reanimação, mas sem sucesso. O óbito foi constatado na madrugada do último dia 13 de julho.
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