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Política Sábado, 04 de Abril de 2026, 15:25 - A | A

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Eleições 2026

Janela partidária redesenha cenário político em Mato Grosso do Sul e fortalece PL e Republicanos

Movimentações ampliam bancadas e deixam siglas sem representação na Casa de Leis

João Gabriel Vilalba
Capital News

Com o fim da janela partidária, o cenário político de Mato Grosso do Sul passou por intensas movimentações. Algumas siglas perderam espaço, enquanto outras se fortaleceram nesse tabuleiro de xadrez que ganha ainda mais dinamismo em ano eleitoral.

Nesse contexto de articulações e trocas de cadeiras, o PL e o Republicanos aparecem como os principais vencedores na disputa por espaço político.

Na Assembleia Legislativa, dos 24 deputados estaduais, 13 trocaram de legenda. As mudanças impactaram diretamente a estrutura política do Estado, deixando ao menos duas siglas sem representação na Casa de Leis.

O PSDB foi um dos mais afetados. A legenda elegeu seis deputados em 2022, mas perdeu Mara Caseiro, Paulo Corrêa e Zé Teixeira, que migraram para o PL. Permanecem na sigla Lia Nogueira e Pedro Caravina. A terceira cadeira passou a ser ocupada por Paulo Duarte, que deixou o PSB, partido que não terá chapa nas eleições deste ano.

Já Jamilson Name deixou o PSDB nas últimas horas da janela partidária e se filiou ao PP, ampliando ainda mais o esvaziamento da base tucana em Mato Grosso do Sul.

O MDB também sofreu baixas. Renato Câmara se filiou ao Republicanos e Márcio Fernandes ao PL. Com isso, a legenda, liderada pelo ex-governador André Puccinelli, passou a contar apenas com Junior Mochi na Assembleia Legislativa. 

Por outro lado, o PT manteve sua bancada intacta, com Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane.

Quem também saiu fortalecido foi o grupo formado pela federação entre o União Brasil e o PP. O Progressistas, que já contava com Gerson Claro e Londres Machado, ganhou o reforço de Jamilson Name. O União Brasil, por sua vez, segue com Rinaldo Modesto, que deixou o Podemos.

No caso do Republicanos manteve Antônio Vaz e ampliou sua bancada com novas filiações, incluindo Roberto Hashioka, que deixou o União Brasil.

Outro movimento relevante foi o de Lídio Lopes, que estava sem partido desde o fim do Patriota e se filiou ao Avante. Ele também assumirá a presidência da legenda no Estado.

Divulgação/ PP

Deputado Dagoberto Nogueira

Dagoberto Nogueira

Bancada federal

Na bancada federal, as mudanças também foram significativas, especialmente para o PSDB, que perdeu todos os seus representantes.

Dagoberto Nogueira se filiou ao PP, Beto Pereira ao Republicanos, e Geraldo Resende migrou-se para o União Brasil.

Por outro lado, Rodolfo Nogueira (PL), Marcos Pollon (PL), Camila Jara (PT), Vander Loubet (PT) e Luiz Ovando (PP) permaneceram em seus partidos.

Divulgação/ Assessoria

Deputado Federal Beto Pereira filiando ao Republicanos 2026

Deputado Federal Beto Pereira também assumiu a presidência regional do Republicanos em Mato Grosso do Sul

Senado

No Senado Federal, também houve mudanças. Soraya Thronicke (Podemos), recua e deixa o Podemos e se filia ao PSB, após conversas com lideranças nacionais e aproximação com aliados do PT. 

Já o senador Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) seguem em suas respectivas siglas.

Outro movimento relevante foi a saída da ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet da política sul-mato-grossense. A senadora mudou o domicílio eleitoral para São Paulo, onde pretende disputar uma vaga no Senado ao lado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Além da mudança de base eleitoral, Tebet também deixou o MDB e se filiou ao PSB, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Governo

As mudanças também atingiram o primeiro escalão do governo estadual. O vice-governador José Carlos Barbosa, conhecido como Barbosinha, deixou o PSD e se filiou ao Republicanos, fortalecendo a base aliada do governador Eduardo Riedel.

O ex-secretário Jaime Verruck também deixou o PSD e ingressou no Republicanos, com planos de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Já Marcelo Miranda deixou o PSDB e se filiou ao PP, enquanto a ex-secretária Viviane Luiza fez o caminho inverso e ingressou no PSDB.

Por fim, o ex-secretário da Casa Civil Eduardo Rocha deixou o MDB após 34 anos e se filiou ao PSDB, mirando uma vaga na Assembleia Legislativa.

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