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Política Sexta-feira, 10 de Abril de 2026, 16:06 - A | A

Sexta-feira, 10 de Abril de 2026, 16h:06 - A | A

Política

Flávio Bolsonaro chama Lula de “mercadoria vencida” e critica governo

Pré-candidato critica economia, mira o agro e reforça liderança de Bolsonaro no PL

João Gabriel Vilalba
Capital News

Em encontro realizado na manhã desta sexta-feira (10), entre membros do Partido Liberal (PL) e aliados, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pré-candidato à Presidência aproveitou a oportunidade para criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de “mercadoria vencida”.

“O Lula, todo mundo sabe, é uma mercadoria vencida, é um produto que já está fadigado. E a gente está mostrando que pode construir uma grande aliança para resgatar o Brasil com experiência e com energia, que é o que nós temos”, afirmou.

Questionado sobre como pretende apresentar seu plano de governo aos produtores rurais, o senador disse que o atual governo teria prejudicado avanços construídos na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, tratando o setor agropecuário como “inimigo”.

Na última segunda-feira, em Brasília, o governador Eduardo Riedel (PP), junto com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), entregou a Flávio um documento estratégico intitulado “Pacto pelo Desenvolvimento – A Potência do Agro”, com propostas para o setor agropecuário nacional.

Aumento das dívidas

Ao comentar o avanço do endividamento entre os brasileiros, Flávio atribuiu o cenário ao que classificou como “descontrole do governo”, citando gastos públicos, aumento de impostos e taxas de juros elevadas.

“Quero manifestar publicamente minha preocupação com essa quantidade de brasileiros endividados. São mais de 80 milhões de pessoas com alguma dívida atrasada ou postergada. Desses, cerca de 20% não vão conseguir pagar nem contas básicas, como luz e água”, afirmou.

Em seguida, o senador propôs como medida a renegociação de dívidas e a criação de um ambiente mais favorável a investimentos e geração de empregos.

“É uma grande ilusão, mais uma razão para o endividamento. É mais uma conta para o Lula que a gente precisa enfrentar. Não dá para ficar apenas no discurso. Precisamos criar um ambiente de investimento no Brasil, para gerar empregos, aumentar a renda e permitir que as pessoas honrem suas dívidas”, disse.

União no PL

Sobre a divisão interna no PL, Flávio reconheceu o cenário e defendeu a união do partido. Segundo ele, é necessário alinhar as lideranças para fortalecer o projeto político.

Durante a cerimônia de abertura da Expogrande, o senador já havia afirmado que a palavra final nas decisões da sigla cabe ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Carta de Bolsonaro

A carta divulgada por Jair Bolsonaro continua repercutindo. Questionado por jornalistas durante coletiva na Expogrande, Flávio afirmou que a definição de candidaturas seguirá a liderança do ex-presidente.

“Se tiver que ser o Pollon, vai ser; se tiver que ser o Capitão Contar, vai ser. Mas a palavra final é do presidente Bolsonaro”, declarou.

Na sequência, o senador e secretário-geral do PL, Rogério Marinho, reforçou que Jair Bolsonaro “sempre tem a última palavra” e que levará em consideração as conversas conduzidas por Flávio.

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