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Política Quarta-feira, 10 de Julho de 2024, 19:27 - A | A

Quarta-feira, 10 de Julho de 2024, 19h:27 - A | A

Votação adiada

CCJ do Senado adia votação da PEC do marco temporal

Davi Alcolumbre, aceitou pedido de vista e marcou retomada da análise para outubro

Redação
Capital News

Nesta quarta-feira (10) a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal decidiu adiar a para outubro a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 48/2023 que define como marco temporal da demarcação de terras indígenas. O presidente do colegiado, Davi Alcolumbre aceitou o pedido de acordo de vista coletiva para que se possa fazer um texto consensual, no entanto ressaltou que a proposta seja votada ainda neste ano.

A PEC, de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR) e subscrita por mais 26 parlamentares, muda o Artigo 231 da Constituição, que passa ter a seguinte redação: “são terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições, sendo-lhes garantida a sua posse permanente, estabelecido o marco temporal em 5 de outubro de 1988.”

O adiamento foi acertado entre os membros da CCJ, após a leitura de parecer favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), tendo em perspectiva o funcionamento da comissão de conciliação proposta pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que justamente vai tratar do marco temporal.

A comissão proposta pelo STF vai funcionar a partir de 5 de agosto, após o recesso parlamentar, e o prazo inicial é 18 de dezembro. Os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados indicarão, cada um, três membros para atuar na comissão.

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