Saiu nesta segunda-feira (14) uma nova pesquisa Quaest sobre a eleição presidencial, que registra, pela primeira vez durante a campanha, uma vantagem numérica de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno. O senador aparece com 42% das intenções de voto, contra 40% do petista.
A pesquisa, contratada pelo GLOBO e a TV Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Dessa forma, o resultado ainda configura empate técnico. Trata-se, no entanto, de uma oscilação favorável ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, já que ambos marcavam 41% no levantamento anterior, divulgado na semana passada.
Ainda de acordo com a pesquisa, essa pequena vantagem ocorreu durante a crise sem precedentes que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF). As disputas internas na Corte dominaram o noticiário na semana passada e também pautaram as campanhas eleitorais.
Embora seja investigado no caso Master, Flávio Bolsonaro concentrou sua atuação nas suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, buscando associá-lo ao presidente Lula. O tribunal começará a decidir nesta terça-feira (15) se autoriza a abertura de investigação contra Moraes.
Vantagem de votos
A pesquisa da Quaest mostra que a vantagem numérica de Flávio Bolsonaro foi puxada, entre outros grupos, pelos eleitores independentes, que não se classificam como de esquerda ou lulistas nem como de direita ou bolsonaristas. Entre eles, o senador tem dez pontos percentuais de vantagem sobre Lula, com 36% contra 26%.
Outro fator que apresenta mudança é a distribuição regional dos votos. No Sudeste, região mais populosa do país, a diferença entre Flávio e Lula chegou a 16 pontos percentuais. Na semana passada, era de nove pontos.
As variações ocorreram dentro da margem de erro de três pontos percentuais nas duas pesquisas, mas indicam uma oscilação positiva para o candidato do PL.
Flávio também oscilou positivamente entre as mulheres, embora permaneça numericamente atrás de Lula nesse segmento. A vantagem do petista caiu de seis para três pontos percentuais em uma semana. A margem de erro entre as mulheres também é de três pontos percentuais.
Migração de votos
Conforme mostra a Quaest, os eleitores que declaram voto em Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado no primeiro turno apontam Flávio Bolsonaro como principal destino desses votos em um eventual segundo turno contra Lula.
Entre os que declaram voto em Renan Santos no primeiro turno, 50% escolheriam Flávio na etapa seguinte, enquanto 18% migrariam para Lula. Entre os eleitores de Cury, 41% escolheriam o candidato do PL no segundo turno, enquanto 25% votariam em Lula.
A três semanas do primeiro turno das eleições, a Quaest mostra ainda que o índice de aprovação do atual mandato do presidente Lula permaneceu estável em 43%, mesmo após os recentes desdobramentos da crise no STF e a repercussão do caso envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O percentual é o mesmo registrado na última pesquisa, divulgada em 7 de setembro. Em comparação com o levantamento de 2 de setembro, quando a aprovação havia ficado em 45%, houve recuo dentro da margem de erro. Em agosto, a aprovação estava em 48%, numericamente acima da desaprovação.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Na Justiça Eleitoral, a pesquisa está registrada sob o protocolo BR-03607/2026.
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